Causa da morte da orca Tilikum é revelada


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

A necropsia realizada na orca Tilikum confirmou que a causa da morte do animal mais conhecido do parque aquático americano foi pneumonia bacteriana. O anúncio foi feito pelo Sea World de Orlando na última sexta-feira.

A orca, que foi retirada do lado de sua mãe ainda bebê e mantida em cativeiro por décadas, morreu no mês passado, aos 36 anos. Segundo a bióloga marinha e especialista em orcas Naomi Rose relatou ao site The Dodo, a pneumonia é uma causa muito comum de morte entre os mamíferos marinhos em cativeiro. Mas ela explicou que em quase todos os casos, a doença é simplesmente um sinal secundário de um problema de saúde primário que permite que a doença respiratória evolua.

Foto: YouTube/SeaWorld® Parks & Entertainment

Por que Tilikum desenvolveu pneunomia? “Sem o relatório de necropsia ou todos os seus antecedentes médicos dizendo-nos que ele morreu de pneumonia não há como saber”, lamenta a bióloga. Antes, os parques aquáticos eram obrigados a liberar os relatórios completos sobre mortes de seus animais, mas desde 1994, conseguiram reverter uma lei que faz com que possam manter essas informações sigilosas.

Naomi Rose acredita que há algo por trás da recusa em mostrar as necropsias: esconder a morte prematura de orcas e outros cetáceos por fatores ligados ao estresse. “Todas as orcas em cativeiro estão, em minha opinião, sob constante nível de estresse. Por isso, não vivem muito tempo”, disse ela ao Dodo.

Foto: YouTube/SeaWorld® Parks & Entertainment

De acordo com a bióloga, várias orcas do parque morreram aos 20 anos ou mesmo antes de chegar aos 10, apesar de o Sea World afirmar que seus tanques são mais seguros do que a própria natureza. Tilikum foi uma exceção porque conseguiu chegar à casa dos 36 anos. Em toda a história do Sea World, apenas ele e outra orca masculina, Ulisses, que hoje tem por volta dos 30 anos, conseguiram entrar nesta faixa etária. Todas as outras morreram prematuras, inclusive a irmã de Tilikum, que faleceu ano passado, aos 19 anos, após um mês lutando contra uma infecção de fungos.

Foto: YouTube/SeaWorld® Parks & Entertainment

A longevidade de Tilikum diante de tantas mortes prematuras poderia servir para um propósito maior, já que os pesquisadores raramente tem acesso a orcas falecidas. O estudo da saúde da mais famosa do parque poderia fornecer dados importantes para a pesquisa de cetáceos cativos. Mas o Sea World alega que já está realizando esse tipo de análise. O que não se sabe é se os estudos estão sendo conduzidos por pesquisadores independentes ou apenas por especialistas ligados ao parque.

Naomi Rose não perde as esperanças. Ela acredita que para ajudar as pesquisas de uma maneira geral ou em um gesto de boa vontade com o público que tinha grande apreço ao animal, o Sea World irá tornar público os relatórios. “Se não fizerem, isso já diz algo”, lamenta.


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