Rio de Janeiro

Mulher oferece ajuda à vizinha após cão ser ameaçado de despejo

Foto: Arquivo Pessoal

O período de adaptação de um cachorro numa casa nova nem sempre é fácil. Além da tarefa de organizar a casa para receber o animal, ainda há outras questões envolvidas, como lidar com o medo inicial dele, com latidos em excesso e até mesmo com a compreensão dos vizinhos.

A atriz e produtora cultural Isabele Marinho, de 25 anos, sabe bem o que é passar por isso. Moradora do Tijuca, no Rio de Janeiro, a atriz recebeu um abaixo-assinado dos vizinhos do prédio onde mora pedindo o despejo da cadelinha que ela havia adotado há menos de um mês.

A pequena Prada foi adotada no começo de janeiro, numa feira de adoção na Praça Afonso Pena. “Ela era o filhote que tinha sobrado de todos os outros da ninhada dela, então sempre que saímos para trabalhar ela chora. Acho que é um pouco de medo de ser abandonada”, diz ao Catraca Livre.

A atriz ficou sabendo do abaixo-assinado de despejo há poucos dias, e acredita que a ideia é de uma vizinha que “nunca foi paciente”.

Em meio à incompreensão dos moradores do prédio, veio uma surpresa. “Um dia, quando cheguei em casa, tinha um papel grudado com durex na minha porta. Eu achei logo que fosse a vizinha ‘encrenqueira’ me fazendo uma carta”.

Na verdade, o bilhete era de sua vizinha de porta, a Fernanda, oferecendo ajuda para cuidar da cadelinha quando a tutora não estivesse em casa.

“Soube que estão fazendo um abaixo-assinado reclamando do seu cachorrinho e fiquei profundamente indignada. Filhotes realmente choram no início e é muita intolerância pedirem que você se desfaça dele. Uma alternativa que encontrei é oferecer a minha casa para que ele fique nos dias que você for passar muito tempo fora”, diz o texto.

A carta foi compartilhada no Facebook de Isabele e soma, até o momento, mais de 20 mil curtidas.

“Não estou aqui pra falar da maldade das pessoas, e sim do porquê de eu sempre preferir acreditar nas melhores intenções de cada um. É por culpa das ‘Fernandas’ da vida que eu não desisto”, escreveu a atriz.

Confira a publicação abaixo:

Fonte: Catraca Livre

1 COMENTÁRIO

  1. Os fatos tem que ser analisados sob a ótica da razoabilidade e, consequentemente, é natural que alguns animais ainda filhotes chorem por estarem sozinhos, da mesma maneira que uma criança na mais tenra idade chora, faz bagunça etc. Sendo assim, sugiro que, em caso de qualquer outra dificuldade, a tutora da Prada procure um advogado para orientá-la acerca dos Direitos dos Animais em condomínio. Afinal, na atualidade os animais são considerados membros da família e tem o direito de dividir o espaço conosco.
    De qualquer forma, muito louvável a atitude da vizinha em se sensibilizar com a situação.
    Muita sorte a todos!!

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