CONTEÚDO ANDA

Interpol cria novo projeto para combater crimes contra a vida selvagem

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: FILE

A Organização de Polícia Criminal (Interpol) divulgou uma nova iniciativa que visa combater os cartéis por trás da caça de elefantes e rinocerontes africanos.

O projeto direcionado a todos os países propensos à caça na África visa identificar e desmantelar as redes de crimes organizados entre a África e a Ásia, responsáveis pelo fomento do comércio de animais selvagens.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

O secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock, disse que a nova iniciativa irá combater a criminalidade ambiental em escala global usando uma abordagem internacional que impulsionará a luta contra a caça de cada país.

“Também irá se concentrar em outras atividades criminosas relacionadas a crimes ambientais, corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de armas de fogo”, disse ele.

O projeto, apoiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e pelo Consórcio Internacional de Combate aos Crimes de Vida Selvagem, incidirá principalmente na exposição de compradores de marfim e de chifres de rinoceronte que operam no Quênia e em outros países africanos.

O anúncio ocorre poucos meses depois da divulgação de um relatório conjunto da Interpol e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sobre crimes ambientais.

A caça tornou-se uma preocupação global em torno de 2010, quando o massacre de elefantes e rinocerontes atingiu níveis alarmantes – despertando o interesse de ativistas em busca de uma ação decisiva para proteger as espécies.

A Convenção Internacional sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas aponta que o comércio de animais selvagens é a quarta maior atividade ilícita depois do tráfico de armas, drogas e seres humanos.

“Proteger o patrimônio mundial da vida selvagem é a nossa responsabilidade coletiva como cidadãos globais e como aplicação das leis internacionais”, disse Stock.

O projeto também abordará a pesca em larga escala, cujas redes se desenvolveram nos últimos 10 anos, disse a Interpol.

“A pesca também está frequentemente relacionado ao tráfico de seres humanos com tripulações sujeitas a abusos laborais e de direitos humanos, fraudes nos sistemas reguladores e corrupção, prejudicando negócios e economias legítimas”, acrescentou o organismo internacional.

A China é a principal fonte da demanda global por marfim e em março de 2016 o governo anunciou a proibição de novas importações de marfim, informou o Business Daily Africa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui