luta pela vida

Falta de informação ainda mata cães com leishmaniose visceral canina

Foto: Aguilar Abecassis

Manter a carteirinha de vacinação do animal atualizada é muito importante. Conforme especialistas, a vacina continua a ser o método de prevenção mais confiável e eficaz contra as doenças, entre elas uma que preocupa a todos: a da leishmaniose visceral canina, doença transmitida pelo mosquito-palha que afeta animais humanos e não humanos – e pode ser fatal em ambos os casos.

É que não havia tratamento reconhecido pelo Ministério da Agricultura para a doença, o que obrigava o tutor do animal diagnosticado a matá-lo, graças à legislação vigente. Mas, em setembro do ano passado, o Ministério aprovou a comercialização do Milteforan, uma das drogas mais utilizadas na Europa para o tratamento da doença, desenvolvida pelo grupo de pesquisas da Brasilleish, com o apoio do laboratório Virbac. O problema, apontam especialistas, é que muita gente não sabe disso e continua permitindo o assassinato de animais diagnosticados com a doença.

Além disso o especialista em infectologia e imunização animal, médico veterinário Paulo Tabanez, alerta para outro problema: a falta de adesão à vacina que protege contra a leishmaniose. Segundo ele, muitos tutores de cachorros desconhecem a vacina, no mercado desde 2008. “Quando os tutores procuram uma clínica veterinária para realizar as vacinas dos animais, muitas vezes o veterinário se esquece de orientar sobre a imunização contra a leishmaniose. A vacina não previne o contato, mas previne que o animal fique doente”.

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Segundo ele, existem três tipos de vacina contra a leishmaniose: duas desenvolvidas na Europa e uma no Brasil. Mas antes de realizar a primeira dose da vacina, é necessário que o cão passe por um exame sorológico. Caso o resultado da triagem para doença seja negativo, o animal poderá ser vacinado contra a leishmaniose.

Cronograma

Só cães acima de quatro meses que tiverem o resultado do exame sorológico negativo podem tomar a vacina, segundo Paulo Tabanez. Na primeira vez, o animal precisa tomar três doses da vacina. “A primeira dosagem é após o resultado dos exames, a segunda dosagem após 21 dias da primeira dose e a terceira também. Depois, o reforço é anual”, explicou.

Fonte: A Crítica

Nota da Redação: Tutor, informe-se sobre a leishmaniose e trate seu animal, pois buscar o tratamento é um direito de todos nós, animais humanos e não-humanos. Matar animais pelo simples fato de estarem contaminados com a leishmaniose é uma prática antiética e cruel. A doença tem tratamento, esses animais têm o direito à vida e merecem receber os cuidados necessários.

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