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SeaWorld usa inauguração de primeiro parque sem orcas como pretexto para explorar outros animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto; Shutterstock
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Após anos de especulação, o SeaWorld anunciou na terça-feira (13) que irá inaugurar sua primeira instalação internacional nos Emirados Árabes Unidos até 2022, que não irá explorar orcas.

“O SeaWorld Abu Dhabi será o primeiro SeaWorld novo sem orcas”, disse o parque marinho em um comunicado.

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Isso é uma grande vitória para as orcas que há muito tempo têm sido o foco da preocupação pública que teme por seu sofrimento nos parques. Porém, não existem apenas boas notícias. O SeaWorld também se vangloriou de apresentar “experiências animais em close-up” e “um aquário de excelência” no novo local.

Embora o ultraje público em relação ao SeaWorld foque na saúde das orcas, graças ao sucesso do filme de 2013 “Blackfish”, as outras espécies abusadas pelo parque também são forçadas a suportar uma vida miserável.

Foto: Shutterstock
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Os golfinhos, por exemplo, foram observados com lesões cutâneas e marcas de mordida, eles se tornam agressivos em seu tanque, empurraram uns aos outros para  fora da água e até mesmo matam seus companheiros devido ao estresse e angústia provocados pelo confinamento.

as belugas do SeaWorld – que são notoriamente difíceis de manter em cativeiro – são criadas repetidamente e houve uma série de mortes de mães e seus filhotes. Elas também se tornaram agressivas umas com as outras e exibem sinais de comportamento estereotipado, que são padrões repetitivos que os animais desenvolvem para lidar com o estresse do cativeiro.

Algumas morsas do parque foram documentadas regurgitando compulsivamente em seus tanques e acredita-se que este é um sinal de estresse psicológico. Mesmo assim, o SeaWorld agiu de maneira oportunista anunciando que a nova localização dos Emirados Árabes Unidos contará com um centro de reabilitação para a vida marinha local.

“Como parte de nosso compromisso de ser a maior organização de salvamento de animais marinhos do mundo, o SeaWorld Abu Dhabi também incluirá o primeiro centro de pesquisa, resgate, reabilitação e retorno dedicado aos Emirados Árabes Unidos (EAU)”, declarou o estabelecimento.

Foto: Shutterstock
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Isso tem despertado críticas de ativistas pelos direitos animais. No passado, o parque já usou o “resgate” de animais como um argumento para manter seres inocentes em cativeiro que, segundo os especialistas, poderiam ser devolvidos à natureza.

Há também preocupações de que o SeaWorld selecionou os Emirados Árabes Unidos para fugir do escrutínio crescente sobre o bem-estar animal nos EUA, já que a região é conhecida por ser comparativamente despreocupada com os direitos animais e um ponto do comércio de animais considerados exóticos.

Os ativistas permanecem céticos. “Em um país com uma pista de Fórmula 1 de última geração, a montanha-russa mais rápida do mundo e edifícios que ultrapassam os limites da imaginação arquitetônica, tanques minúsculos cheios de animais miseráveis não poderiam parecer mais desatualizados ou fora de contexto”, disse Tracy Reiman, vice-presidente executiva da PETA, em um comunicado.

Ela acrescentou que todos os animais do novo parque terão, como os seus homólogos nos Estados Unidos, “uma vida de miséria, serão privados de suas famílias e da liberdade de nadar grandes distâncias ou fazer qualquer outra coisa que natural e importante para eles”.

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