Saúde

Fique atento a problemas respiratórios em cães no verão

Com a chegada do verão é preciso ter cuidado para evitar doenças respiratórias nos cães
Com a chegada do verão é preciso ter cuidado para evitar doenças respiratórias nos cães

As altas temperaturas do verão causam um desconforto para as pessoas, imagine então para os animais. O excesso de calor acarreta em dificuldades para dormir, desidratação e muitas vezes dificuldade para respiração, sintomas que são semelhantes entre tutores e animais. Algumas ações são necessárias para aliviar essa sensação de abafamento.

O médico veterinário Everton Notti explica que as causas mais comum quanto a problemas respiratórios, estão ligadas a consequências de problemas cardíacos e dificilmente respiratórios isoladamente. O que aparece muito mais nesta época são surtos da traqueobronquite infecciosa canina ou traqueíte, conhecida popularmente como Tosse dos Canis. ‘É uma das doenças mais comuns entre os cachorros. Causando uma série de problemas respiratórios no animal, a complicação é mais comum em filhotes, mas também pode acometer cães de todas as idades. A Tosse dos Canis destaca sintomas e complicações muito mais graves quando é ocasionada por bactérias, e é uma doença que pode permanecer encubada nos animais contaminados por até dez dias antes de se manifestar’, explica.

Essa é uma doença extremamente contagiosa entre os cães. Os tutores que não vacinam para este agente, estão colocando seu cão em risco de problemas respiratórios que começam com tosse seca e pode evoluir para pneumonia.

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Fumantes

Estar perto de um fumante por vezes é algo incômodo e que gera desconforto para quem não tem esse hábito. Muitas vezes, a pessoa evita fumar perto de crianças e bebês sabendo dos malefícios, tanto que, atualmente, é proibido o uso do cigarro em ambientes fechados. Na proximidade com os animais, a preocupação deve ser a mesma, mas muitos esquecem ou não se preocupam.

O médico veterinário Everton Notti afirma que não se deparou com caso de animais infectados pela fumaça do cigarro, mas pondera que o sistema respiratório de cães e humanos é semelhante, ou seja, é preciso ter cuidado. ‘Alguns cães e gatos são braquiocefálicos, que são aqueles animais com os focinhos achatados, e por este motivo possuem maior dificuldade para puxar o ar pelas narinas. Assim chegam aos pulmões menos aquecidos e úmido e limpos, que são algumas funções dos seios nasais. Assim, estes, mais que os outros são mais sensíveis a atividades físicas, ar frio e seco dos ar condicionados. Quanto a fumaça dos cigarros, os cães, como os humanos não fumantes, são vítimas passivas do cigarro, pois inalam a fumaça sem o filtro’, alerta.

Ainda de acordo com a profissional, os animais, quando vivem com tutores fumantes, se tornam fumantes passivos, e sofrem as consequências assim como os humanos. Eles podem adquirir bronquite alérgica, problemas respiratórios, coceiras, lesões na pele e córneas.

Fonte: Folha do Mate

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