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Contaminação por mercúrio em golfinhos da Flórida é a mais elevada do mundo

Por Iago M. de Oliveira (em colaboração para a ANDA)

Foto: Reprodução/EcoWatch
Foto: Reprodução/EcoWatch

Um estudo publicado pela revista Environmental Pollution aponta que os golfinhos-roaz que habitam a região pantanosa da Flórida (EUA) têm mais concentração de mercúrio do que qualquer outra população de mamíferos no mundo.

A pesquisa indica que “as mais altas concentrações de mercúrio em golfinhos-roaz ocorrem no sudeste dos Estados Unidos, e isso se justifica, ao menos em parte, pela biogeoquímica da região pantanosa e dos habitats sedimentares do mangue, que criam condições favoráveis à retenção de uma elevada concentração de mercúrio por predadores aquáticas”.

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Cientistas suspeitam que o mercúrio origina-se da fumaça de chaminés industriais localizadas nas proximidades dos mangues da região do Everglades National Park.

Essa pesquisa é relevante pelo fato de golfinhos serem uma espécie de “animais sentinela”, e isso significa que se um golfinho vive em águas contaminadas, uma pessoa que mora próxima a essas águas pode também estar exposta à contaminação. Além disso, golfinhos e humanos compartilham o mesmo tipo de comida marítima, o que corrobora para essa afirmação.

Os efeitos do mercúrio são terríveis tanto para humanos quanto para os golfinhos. Nestes, por exemplo, a substância pode comprometer o sistema imunológico e reprodutor, tornando os animais vulneráveis a infecções e doenças, como afirma o EcoWatch.

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