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Abandono de animais aumenta nas férias

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Chegado o final de ano, muitas famílias se preparam para viajar e curtir as férias, porém algumas deixam animais domésticos trancados dentro de casa sem água e comida. Há casos mais cruéis que os pobres animais são deixados na rua. Dados informam que a situação das entidades que recolhem animais abandonados na cidade está no limite e tanto a SOS Animais Abandonados como a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) não possuem condições de abrigar mais nenhum animal. Juntas elas somam mais de 600 animais, entre cães e gatos.

Apenas no canil da Uipa, localizado na avenida Antonio Maziero, no Ivoturucaia, são mais de 400 animais, e 95% são cães. A entidade sobrevive de doações dos associados e renda dos eventos e todos os espaços do local estão preenchidos. A presidente da entidade Carmela Rivelli Panizza critica o fato dos animais estarem sendo abandonados sem nenhum pudor e diz que falta mais educação e fiscalização por parte dos órgãos competentes e da própria população. “É preciso haver um trabalho contínuo durante todo o ano para conscientizar as pessoas que tutelam um animal, além de uma fiscalização intensa para que o agressor seja condenado pela lei”, afirma.

A médica veterinária da Coordenadoria do Bem-Estar Animal (Cobema), Carolina Zetun, diz que geralmente a pessoa que abandona os animais procura áreas rurais ou bairros caracterizados pela presença de sítios, pois são áreas onde o risco de ser flagrada cometendo o crime é menor. A veterinária lamenta que os animais mais comumente abandonados são idosos, doentes, prenhas e ninhadas. “Nenhum motivo justifica o abandono de animais e mostra como nossa sociedade está com distúrbios de formação de vínculos relacionais, não só com os animais mas entre as pessoas. Falta amor”, declara.

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Em 2015, a Cobema registrou 304 atendimentos de maus-tratos pelo telefone 156. A veterinária da Cobema orienta a população a ter coragem para denunciar o responsável pelo abandono de animais, através do canal de ligação direto entre o cidadão e a Prefeitura (156), também por meio de boletim de ocorrência na delegacia de polícia mais próxima, ou pela recém-criada Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa), que pode ser acessada através do site da Prefeitura de Jundiaí. “Temos que ter sempre em mente que uma vez que adquirimos um animal somos responsáveis por ele por toda a vida”, informa a veterinária.

O abandono de animais é crime conforme Decreto de Lei 24.645/1934 e 2.848/1940. O agressor de animais se enquadra na Lei Federal de Crimes Ambientais (9.605/98) e a pena é de três meses a um ano de prisão, além de pagar multa.

Fonte: Jornal de Jundiaí

 

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