Governo canadense anuncia plano para reduzir impacto de ruídos de embarcações sobre orcas


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Jonathan Hayward, The Canadian Press
Foto: Jonathan Hayward, The Canadian Press

O governo canadense tem procurado uma maneira de regular o ruído do transporte submarino como parte de seu plano para proteger um grupo ameaçado de orcas do elevado tráfico de navios petroleiros que ocorre fora de Vancouver.

A notícia surge no momento em que ativistas estão prestes a apresentar uma nova ação judicial que desafia a aprovação do gabinete liberal da expansão do oleoduto Trans Mountain da Kinder Morgan, alegando que o governo não conseguiu mitigar o impacto do projeto sobre as icônicas baleias residentes no sul do país.

O ministro da Pesca, Dominic LeBlanc, disse à imprensa canadense que tem trabalhado com o ministro dos Transportes, Marc Garneau, em uma iniciativa para recuperar aproximadamente 80 baleias que gastam cerca de metade de suas vidas no movimentado mar Salish.

“Há uma engenharia e uma maneira científica para limitar o ruído de acordo com a regulamentação. Gostaríamos de chegar a uma circunstância onde não haveria aumento no ruído apesar do potencial crescimento do tráfego de embarcações petroleiras. Ainda não temos a resposta final”, disse LeBlanc.

LeBlanc reconheceu que o destino dos emblemáticos mamíferos marinhos de British Columbia, formalmente listados como ameaçados de extinção desde 2005, foi complicado ainda mais pela aprovação do governo liberal no final do mês passado de um oleoduto expandido da Trans Mountain.

A poluição sonora causada pelas embarcações interfere na habilidade das orcas de rastrear presas e de se comunicarem, sendo considerada um dos fatores que mais estressam os animais, juntamente com a diminuição dos estoques de salmão e poluentes ambientais, segundo o The Star.

O ministro dos Transportes, Marc Garneau, disse em um e-mail que o governo “também está de olho nos EUA para realizar uma abordagem conjunta de mitigação de ruídos”.

O ministério irá divulgar seu plano de recuperação em janeiro, uma atualização do projeto que recebeu cerca de 11 mil comentários do público, muitos dos quais LeBlanc descreveu como “muito precisos e sugestões bastante convincentes sobre maneiras de reduzir os fatores que colocaram tanto estresse sobre esta população”.


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