Pumas são cruelmente assassinados sob pretexto de manter segurança de cidade canadense


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Gladys Miller
Foto: Gladys Miller

Dois jovens pumas foram baleados e assassinados em uma comunidade remota em British Columbia, no Canadá. Seus crimes? Aparentemente, serem vistos.

Oficiais da vida selvagem receberam queixas de moradores de Ocean Falls, que tinham observado os irmãos na área. Isso pode sinalizar o que ainda pode ocorrer na região onde o governo encerrou sua política de realocar grandes carnívoros em setembro. Isso significa que animais como coiotes, lobos e felinos selvagens que se aproximam muito das pessoas não terão a chance de ser transferidos.

Os jovens pumas foram mortos  pelos policiais pouco depois de matarem e comerem uma foca. Infelizmente, ações letais são frequentemente tomadas em casos de grandes animais selvagens que se aproximam de áreas urbanas. Mas o assentamento onde os pumas foram mortos – Ocean Falls – tem uma população de apenas três indivíduos e uma população próxima de cerca de 30 pessoas.

A única maneira de chegar ao local é de barco ou de hidroavião. Mesmo assim, quando os oficiais receberam relatos sobre os dois pumas na área, eles recorreram à força mortal. Michael Howie, da Association for the Protection of Fur-Bearing Animals, diz que, como não é possível capturar e liberar os animais, as opções são escassas.

Foto: Gladys Miller
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“Passaram-se alguns dias desde que as pessoas avisaram que pumas estavam andando por aí e elas não pareciam ter medo até a chegada de um oficial de conservação, que talvez passou algumas horas e decidiu que  eles precisavam ser mortos”, afirmou Howie, que é diretor de conteúdo digital e projetos especiais da organização.

É claro que o conflito humano com animais selvagens só vai se tornar mais comum, especialmente em B.C. – uma província com montanhas no norte e um oceano a oeste.

“Há uma quantidade limitada de espaço para crescer. À medida que esse crescimento acontece, estamos mudando os ecossistemas, seja no centro de Vancouver ou nas comunidades costeiras das Primeiras Nações”, disse Howie.

“Quando mudamos a paisagem, estamos mudando o ecossistema, o que significa que vemos a vida selvagem mais frequentemente, podemos estar mais perto desses animais do que antes. Isso não significa que não podemos coexistir”, adicionou.

Mas Mike Badry, gerente de conflitos da vida selvagem do Ministério do Meio Ambiente do Canadá, explicou ao The Dodo que a relocação de animais selvagens nunca foi muito comum em B.C. – mesmo antes da mudança de política. “Estamos eliminando gradualmente a translocação de longa distância nos últimos anos”, contou.

Foto: Gladys Miller
Foto: Gladys Miller

E os pumas certamente foram assassinados em B.C. anos antes da mudança de política. Em 2015, por exemplo, um puma foi morto depois de ter ficado muito perto de um gato de um morador de Ucluelet.

Badry diz que o foco está na prevenção de conflitos em primeiro lugar, usando sons altos para expulsar os animais e, se necessário, libertações de curta distância.

“Você não está apenas levando esses animais e transportando-os e deixando-os em um habitat que eles não conhecem. A translocação de longa distância é uma técnica de gestão realmente ruim para tentar resolver o conflito de vida selvagem e não é uma que queremos incentivar”, declarou.

Mas que experiência poderia ser mais negativa do que ser morto? “Houve uma investigação sobre as atrações ao redor que estão fazendo com que os pumas se aproximem? Nós certamente não temos nenhuma resposta. Temos apenas dois pumas mortos e nada mudando ou impedindo que isso aconteça novamente”, acrescentou.

Os pumas foram assassinados por agirem como membros de sua espécie e, pior ainda, em uma comunidade de apenas três pessoas.


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