Pangolim órfão encontrado sozinho e faminto volta à natureza


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Sangha Lodge, Facebook
Foto: Sangha Lodge, Facebook

Ninguém sabe exatamente o que aconteceu com sua mãe, mas Pangi era apenas um jovem pangolim fêmea de barriga preta quando foi encontrado sozinho, desidratado e faminto.

Considerando que os pangolins estão criticamente em perigo porque são os mamíferos mais traficados do mundo, é provável que a mãe de Pangi tenha enfrentado um destino cruel. Estima-se que um pangolim é morto a cada hora na Ásia, onde há uma alta demanda por suas escalas, que são usadas pela medicina tradicional, e por sua carne, que é considerada uma iguaria.

Estes animais tímidos e noturnos, que se enroscam quando ficam assustados, muitas vezes são embalados firmemente em caixas para ser contrabandeados para os países onde são considerados mais valiosos. Calcula-se que mais de um milhão de pangolins foram assassinados apenas na última década.

Foto: Sangha Lodge, Facebook
Foto: Sangha Lodge, Facebook

Era crucial que Pangi, que foi encontrada perto do Parque Nacional Dzanga Sangha na República Centro-Africana em dezembro de 2014, sobrevivesse para seu próprio bem e pelo de sua espécie. Ela era tão minúscula que ainda precisava ser alimentada com mamadeiras várias vezes ao dia.

“Pangi teve sorte de ter sido encontrada e levada para um centro turístico local, onde recebeu cuidados especializados sob a orientação do Tikki Hywood Trust do Zimbábue, experiente no resgate de pangolins”,  escreveu a Born Free Foundation, a organização que ajudou no resgate de Pangi.

Foto: Sangha Lodge, Facebook
Foto: Sangha Lodge, Facebook

Segundo a Born Free, rapidamente ela ganhou peso e confiança e, dois anos depois, ainda gasta muito do seu tempo explorando a natureza. O pangolim é monitorado para assegurar sua proteção de caçadores.

“O destino de Pangi é incomum, mas fortuito, e talvez represente a situação enfrentada pelos pangolins do mundo: expostos a um destino cruel, mas agora possuem uma linha de vida”, disse Gabriel Fava, gerente de programas da Born Free Foundation, em um comunicado.

“Finalmente, as pessoas estão ao menos ouvindo sobre a existência desses animais largamente desconhecidos, mas excepcionalmente maravilhosos e têm sido realizadas sólidas tentativas para protegê-los”, completou.

Pangi, que mostrou força e uma forte vontade de sobreviver, percorreu um longo caminho desde que foi salva. Agora ela tem dois anos e vive livremente nas florestas que cercam Sangha Lodge, segundo o The Dodo.


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