Cordeiros traumatizados pela perda de suas mães se tornam inseparáveis


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios
Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios

Gary foi deixado para trás em um leilão de animais explorados pela pecuária. Sua mãe provavelmente tinha dado à luz nos recintos extremamente apertados ou talvez no caminhão que a levara para lá.

Seja qual for o caso, em vez de ser capaz de cuidar de seu filhote, a mãe de Gary foi vendida e transportada em um caminhão para o matadouro, deixando o pequeno sozinho.

Gary havia nascido há apenas algumas horas. Suas perspectivas se tomaram um pouco melhores quando um fazendeiro que estava no leilão o observou e decidiu levá-lo para casa.

Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios
Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios

Em seguida, ele contatou Deborah Pearce,  fundadora do Where Pigs Fly, um santuário de animais em New South Wales, na Austrália, que decidiu acolher o cordeiro.

A fazenda ficava a quatro horas de carro do santuário de animais e enquanto o fazendeiro esperava que fossem buscar Gary, outro cordeiro chamado Penny nasceu na fazenda. Penny também precisava de ajuda: a mãe a rejeitara. Quando o fazendeiro perguntou a Pearce se ela poderia abrigar Penny também, evidentemente, ela disse: “Sim.”

“Os cordeiros se saem melhor quando têm companhia. Então nós demos a Gary e Penny uma casa no Where Pigs Fly”, contou Pearce.

Três voluntários do santuário fizeram uma longa viagem para pegar Gary e Penny. Ambos os cordeiros estavam desconfiados e assustados e se aconchegaram no carro. “Eles eram apenas bebês e suas vidas estavam viradas de cabeça para baixo. Pessoas estranhas, lugares estranhos, que não eram mães, não consigo imaginar o que estava passando por suas mentes”, disse Pearce.

Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios
Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios

Além de os cordeiros estarem traumatizados, Pearce sabia que eles não tinham obtido o leite de colostro de sua mãe, o que é essencial para fortalecer o sistema imunológico. Sem colostro, não se sabia se eles iriam sobreviver. “É sempre um momento sensível quando os cordeiros nascem e não têm o colostro imunológico”, explicou Pearce.

Ela e os voluntários do santuário fizeram o melhor para cuidar de Gary e Penny, mas o melhor remédio foi a companhia um do outro.

“Eles tornaram-se amigos imediatamente e confortaram um ao outro e desenvolveram um vínculo muito forte. Suspeito que seu vínculo durará toda a vida. Se não podem ver um ao outro, eles se chamam até que estejam de volta juntos novamente”, disse Pearce.

Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios
Foto: Where Pigs Fly/Veronica Rios

“Eles se ajudam no momento da alimentação. Se um deles vê as garrafas de alimento, avisa o outro que a comida chegou, eles vêm correndo juntos”, acrescentou.

Penny e Gary agora fazem tudo juntos – eles se alimentam juntos, brincam juntos e dormem juntos. Um nunca está longe do outro, tanto durante o dia como de noite, segundo Pearce.

Penny e Gary agora têm cerca de um mês e meio. Quanto mais velhos eles ficam, mais chances possuem de sobreviver.

“Os cordeiros rapidamente desenvolveram uma nova confiança e energia, saltando de um extremo para o outro. Saltando em cima de rochas e correndo junto com seus cuidadores humanos. São indivíduos que querem viver assim como nós”, declarou Pearce ao The Dodo.


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