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Protestos contra a vaquejada levam ativistas para as ruas de 19 Estados brasileiros

Por Rafaela Pietra | Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Divulgação
Manifestantes vão as ruas contra rodeios e vaquejadas em Jundiaí (SP) | Foto: Divulgação

As manifestações contra a vaquejada, realizadas em 19 Estados brasileiros, marcaram o último domingo, 27. Milhares de ativistas foram as ruas pedir o fim da exploração de animais em eventos como rodeios, vaquejadas e farras do boi.

Organizados dentro do ‘Movimento Crueldade Nunca Mais’ por ONGs e outras instituições regionais de defesa animal, o objetivo foi deixar claro o repúdio à aprovação da PLC 24/16 e contra a PEC 50/16, que pretende tornar a vaquejada patrimônio cultural.

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Em São Paulo, os protestos foram organizados na Av. Paulista, no famoso vão do MASP. Manifestantes percorreram a mais famosa avenida da capital com cartazes que pediam o fim da crueldade contra animais. Cidades da Baixada Santista como Guarujá, Praia Grande, Cubatão e São Vicente também participaram da manifestação, assim como Sorocaba, Araraquara, Jundiaí, Ribeirão Preto São Carlos e Rio Claro, no interior paulista.

Em Manaus (AM), os protestos, organizados pela ONG Proteção, Adoção e Tratamento Animal (Pata), percorreram a Zona Oeste da cidade. De acordo com o G1, a presidente da Pata, Joana D’Arc, declarou que, se aprovada, a PEC 50/16 será “um retrocesso”.

“Ela abre brecha para que outras práticas de maus-tratos aos animais sejam legalizadas. Esperamos reunir todos aqueles que gostem de animais e concordem com a nossa posição, que é de proteger esses animais da crueldade imposta pelas vaquejadas e rodeios”, disse.

Na Bahia, Pernambuco e Minas Gerais, cidades como Salvador, Farol da Barra, Recife, Alfenas e Belo Horizonte, respectivamente, também levaram muitos manifestantes para as ruas. Palavras de ordem como “Crueldade não representa o Nordeste” e “Vaquejada não é esporte, não é cultura, vaquejada é tortura” puderam ser ouvidas durante a passeata dos ativistas.

Ainda de acordo com o G1, Luciene Nascimento, da Faos, Federação das Associações Organizadas da Sociedade Protetora de Animais de Pernambuco, declarou que os manifestantes consideram o projeto de lei “um golpe à Constituição”. “A gente não aceita isso porque maltrata os animais. Cultura é algo que seja bom. Existiam algumas culturas primitivas que foram extintas. A gente espera que ocorra o mesmo”, esclarece.

Outras cidades, como Teresina (PI), Maceió (AL), Vitória da Conquista (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), São Luis (MA) Campo Grande e Ribas do Rio Pardo (MS), João Pessoa (PB), Aracajú (SE), Blumenau, Florianópolis e Itajaí (SC), Bagé, Passo Fundo, Farroupilha, Porto Alegre e Palmeiras das Missões (RS), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), e Brasília (DF), também integraram as manifestações.

PEC 50/16

Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma lei aprovada no Ceará que regulamentava a vaquejada, considerando que a atividade caracteriza maus-tratos aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais que proíbem práticas torturantes.

A PEC 50/16, que acrescenta o §7º ao artigo 225 da Constituição Federal é de autoria do Senador Otto Alencar (PSD/BA), e visa reconhecer a vaquejada como patrimônio cultural brasileiro. A intensão é abrir uma brecha para a realização de eventos como este, já que todas as atividades culturais regulamentadas por lei deixam de configurar maus-tratos aos animais.

Na próxima terça-feira, 29, será realizada uma Audiência Pública para instruções a cerca do tema.

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