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Beluga morre após ser explorada por aquário durante 21 anos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Thinkstock
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Mais uma beluga mantida em cativeiro morreu repentinamente. Qila, que nasceu em 1995 no Aquário de Vancouver (Canadá), foi a primeira beluga concebida e nascida em cativeiro no território canadense e seu falecimento soma-se ao número crescente de mortes recentes que reativaram os apelos para proibir o confinamento dos animais.

De acordo com o aquário, não se sabe a causa da morte de Qila. Além disso, mais preocupante ainda é o fato da sua mãe de 29 anos, Aurora, que agora é a única beluga no aquário também exibir os mesmos sintomas de Qila antes de morrer.

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Aurora também se recusa a comer e está sendo monitorada enquanto os funcionários do aquário alegam tentar descobrir a causa de sua doença.

Como o CEO do estabelecimento John Nightingale disse que alguns animais que estão em  instalações nos EUA estariam voltando, a morte da beluga aumentou ainda mais oposição ao cativeiro.

“A morte de Qila é extremamente triste, mas o fato de ela ter passado 21 anos em uma piscina de concreto em vez de viver livre no oceano aberto é trágico”, disse Peter Fricker, porta-voz da Vancouver Humane Society, que pede ao aquário para encerrar as performances cetáceos, assim como os programas de reprodução e acordos de empréstimo da espécie com outros aquários.

De acordo com o Vancouver Sun, Sarah Kirby-Jung, chefe do conselho do Vancouver Park irá formalmente propor a questão dos cetáceos em cativeiro para os eleitores durante a próxima eleição cívica em 2018.

“Isso provocou um debate público. É importante que nós escutemos o público e ofereçamos uma oportunidade para isso. A pergunta (referendo) seria na linha de, se os residentes de Vancouver suportariam saber que há cetáceos no aquário”, disse Kirby-Jung.

Enquanto o aquário continue defendendo o confinamento de cetáceos, há uma oposição pública generalizada. Muitos dos mitos perpetuados pelo aquário foram recentemente expostos no documentário “Vancouver Aquarium Uncovered”, segundo o Care2.

Nota da Redação:  A morte desta beluga soma-se a outros casos semelhantes que comprovam o prejuízo extremo do cativeiro para os animais.Ao invés de viverem em liberdade em seu habitat, estes animais são mantidos em recintos apertados e explorados como entretenimento por aquários e outras instalações preocupados apenas em obter lucro. Que o falecimento desta beluga  inspire a pessoas a exigirem o fim do confinamento de todos os animais.

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