Mãe e filha belugas exploradas em aquário morrem com intervalo de apenas alguns dias


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Vancouver Aquarium, Facebook
Vancouver Aquarium, Facebook

Aurora, uma beluga de 29 anos no Aquário de Vancouver, morreu na última sexta-feira, apenas nove dias depois de sua filha, Qila. Ela foi a última baleia sobrevivente no aquário.

“Depois do esforço contínuo da equipe de cuidados da animais e da equipe de veterinários, ela morreu nesta noite”, escreveu o aquário no Facebook.

Aurora esteve doente por uma semana e exibia sintomas de dores de estômago e pouco apetite. Qila, que tinha 21 anos, morreu depois de experimentar os mesmos sintomas. Porém, o triste falecimento de Aurora e sua filha não surpreende e é comum em casos de animais que vivem confinados em instalações que os exploram para entretenimento.

“Como observamos há anos, as belugas não ficam bem em cativeiro. Essas mortes em Vancouver não são incomuns, infelizmente – belugas não se reproduzem bem e muitas vezes morrem jovens quando estão confinadas.Tanto Aurora quanto Qila tinham menos de 30 anos, que é metade dos anos de vida das belugas que vivem na natureza” , disse Naomi Rose, cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute (AWI).

Na natureza, as baleias beluga – que são altamente sociais e gostam de mergulhar mil pés ou mais para se alimentar – podem viver até 50 anos. Já aqueles que são mantidas em cativeiro tendem a morrer antes de atingir 30 anos.

Em estado selvagem, as beluga  também enfrentam diferentes tipos de ameaças ao seu bem-estar e sobrevivência, como a poluição e a exploração de petróleo offshore.

Aurora foi capturada na natureza e chegou ao Aquário de Vancouver em 1990. Ela deu à luz três filhotes enquanto estava em cativeiro, sendo que todos morreram antes dela, segundo o The Dodo.

Qila foi a que sobreviveu mais tempo, enquanto Tuvaq morreu aos três anos e Nala com um ano. Qila teve um filhote em 2008, que morreu apenas três anos mais tarde.

Rose acredita que as mortes recentes devem mudar o futuro do aquário:  “O Aquário de Vancouver deve reconsiderar seus planos de expandir seus recintos de cetáceos. Deve seguir o exemplo do Aquário Nacional em Baltimore, que está planejando construir um santuário natural e retirar seus oito golfinhos. O século XXI não tem espaço para cetáceos serem prisioneiros”.

Nota da Redação:  Os trágicos falecimentos de Aurora e de sua filha Qila nos mostram os graves impactos do cativeiro sobre animais não humanos, sequestrados de seu habitat e usados como entretenimento. Por isso, é fundamental sensibilizar o público sobre esta realidade desoladora que prejudica e mata tantos animais.


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