ONGs de Jundiaí (SP) promovem mobilização contra vaquejada


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Várias entidades que atuam em defesa dos animais em Jundiaí e região se reúnem no próximo domingo, dia 27, contra as vaquejadas realizadas pelo País. Organizado pelo “Movimento Crueldade Nunca Mais”, o encontro tem o objetivo de contestar a ação de empresários e parlamentares que pedem a alteração na Constituição para que o rodeio e a vaquejada sejam considerados práticas culturais.

A saída será às 10h na avenida 9 de Julho, embaixo do viaduto da avenida Jundiaí. Segundo a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa do Animal (ONG de São Paulo que reúne 129 entidades de proteção animal em 19 estados do Brasil), a vaquejada impõe dor e sofrimento aos cavalos e bovinos antes, durante e depois da prova. Entretanto, muitas cidades ainda têm praticado a ação afirmando ser um ato cultural e que gera renda ao município.

“A vaquejada tem como princípio derrubar o animal pela cauda. Não podemos conceber que isso seja considerado prática cultural. Os bovinos são feridos, têm seus rabos muitas vezes arrancados, sofrem ferimentos graves e até fraturas. Os cavalos apresentam lesões na cabeça, patas e muitos outros problemas graves sem o conhecimento do público”, relata Vânia.

Segundo ela, a ação do dia 27, que será realizada simultaneamente em todo o País, acontece após outras manifestações contrárias à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou uma lei do Ceará definindo a vaquejada como prática cultural imaterial. O Supremo decidiu que a prática é inconstitucional. No dia 6 de outubro, decidiu, por 6 votos a 5, pela anulação de uma lei estadual do Ceará que regulamentava a prática da vaquejada.

“Infelizmente, os defensores da vaquejada, inclusive veterinários, o fazem porque ganham dinheiro com o evento. Não existem formas de promover bem-estar dos animais em meio à prática. Quem defende isso certamente tem interesse financeiro no processo. É uma falácia afirmarem que esses eventos geram emprego e renda e por isso se justificam”, lamenta a veterinária. “Elas são festas ocasionais que ocorrem em muitas localidades, mas que contam com prestadores de serviço, como os narradores, os shows, os cantores, as barracas de comida e comércio local.”

Participação
A manifestação em Jundiaí terá o apoio e participação de várias entidades reconhecidas pelo trabalho em defesa dos animais como o Grupo Vida Animal, SOS Animais Abandonados, Vira-Lata é Tudo de Bom, Mata Ciliar, Adota Jundiaí, Bicho Legal, além de clínicas veterinárias, como o Hospital Clinicão & Gato, e também de protetores independentes.

A médica veterinária ressalta o fato de a Região de Jundiaí estar conquistando um avanço nesse sentido já que não há mais vaquejadas nem rodeios nas cidades que compõem o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). Ela lembrou ainda a cidade de Barretos, famosa pelos rodeios, mas que, por conta da mobilização popular, teve as provas de laço proibidas.

“O ideal é proibir todos esses eventos com animais, que sofrem não apenas quando há lesões evidentes, mas o sofrimento mental e comportamental, já bem evidenciados em relatórios técnicos. Portanto, não resta nenhuma dúvida de que esses animais são realmente mortos durante todas essas provas e treinos”, conclui. Os organizadores pedem que os participantes estejam com camisetas brancas e levem cartazes de protesto, mas que evitem levar seus animais por conta do calor.

Briga
Na tradição cultural nordestina, vaquejada é encarada como esporte, em que vaqueiros montados em cavalos devem encurralar e derrubar o boi puxando-o pelo rabo para marcar pontos. Para os ministros, a prática é ilegal porque impõe sofrimento aos animais, o que contraria os princípios de preservação do meio ambiente previstos na Constituição.

Fonte: Jornal Jundiaí


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