Leão aprisionado em correntes por 4 anos é resgatado por ativistas


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Born Free Foundation
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Este leão estava amarrado a um barraco de madeira, com uma corrente de metal de três pés, que não apenas o impedia de se movimentar, mas também pressionava seu pescoço, fazendo com que sua crina desaparecesse. Ele estava tão magro que era possível ver os ossos de sua caixa torácica.

Essa situação durou quatro longos anos. O leão – chamado Dolo por seus salvadores – viveu em cativeiro em uma residência privada no sul da Etiópia, perto da fronteira com a Somália.

Não se sabe exatamente por que ou como isso aconteceu. Victoria Lockwood, oficial de relações públicas da Born Free Foundation, acredita que Dolo foi capturado quando era apenas um filhote e mantido em uma propriedade como uma espécie de símbolo de status. Seja qual for o caso, o que o responsável pelo leão fez foi ilegal.

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“É ilegal na Etiópia manter animais selvagens como domésticos. Quando a Ethiopian Wildlife Conservation Authority (EWCA) foi alertada para sua situação, eles se comprometeram a resgatá-lo. No entanto, não havia dinheiro e nenhuma instalação na Etiópia que pudesse lhe oferecer um novo lar”, disse Beth Brooks, assessora de imprensa da Born Free.

Foi nesse momento em que a Born Free decidiu ajudar. Trabalhando com a EWCA, a equipe transferiu Dolo para um recinto temporário no Parque Nacional Awash. De acordo com Brooks, a saúde de Dolo melhorou imediatamente: “Ele ficou mais alerta, finalmente tinha boa comida e tratamento médico.”

No entanto, a equipe veterinária teve algumas más notícias: Dolo teve um problema com os olhos. “Dolo tem atrofia da retina, provavelmente devido a uma deficiência nutricional quando [ele era] jovem e isso o deixou com uma visão muito limitada”, explicou Laura Gosset, oficial de programas da Born Free.

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“Por isso, ele levaria mais tempo para se acostumar ao seu novo ambiente, um espaço muito maior, mais complexo e estimulante do que qualquer coisa que ele já experimentara antes”, adicionou.

Mesmo com a visão ruim, a vida de Dolo melhorou ainda mais. Em março de 2011, ele foi transferido para sua residência permanente em Ensessakotteh, o centro de resgate de 190 acres da Born Free fora da capital da Etiópia, Addis Ababa.

Como o leão passou quatro anos em cativeiro, ele não sobreviveria caso fosse libertado na natureza, por isso mantê-lo em Ensessakotteh era a melhor solução.

O processo de levar Dolo para o caminhão de transporte e levá-lo para Ensessakotteh não foi nada fácil. Depois de uma longa e árdua jornada pelas cidades e aldeias e com o tráfego pesado de Addis Abada, Dolo finalmente chegou a Ensessakotteh.

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“Não foi surpreendente o fato de que  Dolo não veio para fora. Ele não queria deixar sua caixa e mostrou seu descontentamento, que foi inesperado, ensurdecedor e mais do que um pouco assustador, mas, depois de uma pausa prolongada ele conheceu sua nova casa”, disse Gosset.

Rapidamente, ele se acostumou a sua nova vida em Ensessakotteh, de acordo com Brooks. Suas atividades favoritas são explorar os arbustos e árvores em seu recinto, tirar uma soneca em lugares sombreados quando está quente e relaxar sob o sol quando está frio. Dolo nunca poderia fazer isso quando permaneceu amarrado por quatro anos.

Poucos meses depois de Dolo chegar ao refúgio, ele foi apresentado a Safia, uma leoa resgatada de circunstâncias semelhantes às dele. Quando eles se conheceram, realmente não se deram bem, mas logo se apaixonaram.

“Dolo não é tão ativo como sua companheira Safia, mas gosta de tomar sol ou dormir  na sombra na companhia da leoa. Seu início trágico na vida serve como um lembrete austero e diário do impacto que nós podemos ter nas vidas dos animais que estão sob nossos cuidados”, concluiu Brooks.


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