Propietária de canil clandestino em Itapetininga (SP) é multada em R$ 198 mil


Foto: Lucas Cerejo/ TV TEM
Foto: Lucas Cerejo/ TV TEM

A proprietária do canil clandestino, onde a polícia suspeita que era usado como uma “loja de animais de raça”, em Itapetininga (SP), foi multada em R$ 198 mil, afirmou a Polícia Militar Ambiental. A penalidade leva em consideração os 54 cães que foram encontrados sob maus-tratos e seis animais mortos, sendo cinco cães e um burro. Para cada animal maltratado ela foi multada em R$ 3 mil, enquanto para cada morto em R$ 6 mil, explica a polícia.

No dia do flagrante, que aconteceu nesta segunda-feira (24), a Polícia Ambiental estimou que a multa pudesse ultrapassar R$ 120 mil. De acordo com a corporação, a mulher não chegou a ser ouvida pelos policiais, porém a multa será enviada ao endereço dela pelos Correios. Depois que ela receber, a mulher deverá ir até a corporação para definir como a multa será paga. Contudo, se ela não pagar, o caso vai para a Justiça, diz a polícia.

Ainda segundo a polícia, os cães resgatados no local foram distribuídos pela Organização Não Governamental (ONG) União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) entre voluntários da causa. Esses cães não podem ser doados até a finalização do processo criminal e administrativo contra a proprietária do canil.

Investigação

Foto: Lucas Cerejo/ TV TEM
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O caso é investigado pelo 2° Distrito Policial de Itapetininga. A delegada responsável Valéria Murat afirma que a principal hipótese é de que os animais eram reproduzidos no canil e vendidos pelo fato de terem raças definidas. “Até pela estrutura que tinha o canil. Ele estava sujo, mas era um local bem projetado para abrigar os animais. Também pelo fato que encontramos uma lousa com o nome e raça dos cães para organizar a reprodução deles”, aponta.

Segundo a delegada, a tutora dos animais está viajando desde o flagrante de maus-tratos e um advogado já se apresentou à polícia em nome dela. “Vamos agendar uma data para ouvir a versão dela dos fatos. Como é um crime de menor potencial ofensivo, ela não será indiciada. Porém, o processo corre sem a presença dela caso ela não apareça”, conclui.

O canil clandestino fica no bairro Varginha, zona rural de Itapetininga, e foi fechado na tarde de segunda-feira. Além dos cães e do burro morto, o local também tinha cavalos. O caso foi descoberto depois que a Uipa recebeu denúncias. A Uipa e as polícias Civil e Ambiental encontraram cães em baias sujas, vivendo em meio a fezes e urina. Só alguns estavam com água e comida. Entre os cães havia um cego e um filhote morto. A veterinária Nadia de Abreu afirma que as condições eram precárias. “Condições de abandono e maus-tratos. Os animais estão magros e com sede. A maioria está machucado e tem animal cego. É uma situação deplorável.”

O delegado Marcos Tadeu Cardoso, que esteve presente no flagrante, confirmou a venda dos animais: “Podemos afirmar isso [venda], até porque houve um contato com ela, via telefone, sem nos identificarmos. Ela tratou do comércio e da venda de um casal de animais que estava nesse local impróprio”, disse ele na ocasião.

Fonte: G1


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