Mar da Antártica se torna maior área marinha protegida do mundo


John Weller/ AFP
John Weller/ AFP

Uma comissão internacional na ONU chegou a um acordo  na última sexta (28) para a criação da maior reserva marinha do mundo para conservar as águas da Antártica, após anos de negociações sem sucesso.

O acordo firmado pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCRVMA) conseguiu estabelecer, finalmente, a criação de uma reserva gigante na zona do mar de Ross, uma imensa baía no Pacífico, indicou o ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Murray McCully.

O ministro revelou que o texto exigiu algumas mudanças para se obter o apoio unânime dos 25 membros.

O Mar de Ross, sob a jurisdição da Nova Zelândia, é conhecido como o “último oceano” por seu ecossistema marinho intacto. A área protegida cobre mais de 1,55 milhão de quilômetros quadrados. Esta comissão, criada em 1982 por uma convenção internacional, toma suas decisões por consenso.

“Pela primeira vez, os países superaram suas divergências para proteger uma grande área do oceano austral e águas internacionais”, celebrou Mike Walker, diretor do projeto da organização Antarctic Ocean Alliance.

No oceano Antártico, que representa 15% da superfície dos oceanos, há ecossistemas excepcionais, que contêm mais de 10.000 espécies únicas, muitas preservadas das atividades humanas mas ameaçadas pelo desenvolvimento da pesca e da navegação.

A Rússia era o último país a se opor à reserva, por sua preocupação em defender a pesca. No ano passado, a China anunciou seu apoio ao santuário natural.

“Quando chegamos a Hobart (Austrália) não sabíamos qual seria o resultado e era necessário que a Rússia apoiasse. Tivemos longas conversas com eles. O secretário (de Estado John) Kerry contactou o presidente (russo Vladimir) Putin e o (chanceler Sergei) Lavrov e acredito que isto ajudou a convencer a Rússia”, explicou à AFP Evan Bloom, diretor da delegação americana.

Fonte: O Globo


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