Conheça a história do homem que desde criança cuida de animais carentes


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Cuidar. Verbo transitivo direto que não está presente só na profissão de Carlos Magno, médico clínico geral, mas também na vida. Até hoje, décadas após o primeiro resgate de animal em situação de rua, a cena permanece fresca na memória. Sentado em uma calçada, um casal de andarilhos ofereceu um filhote de cachorro ao menino que passava pelo local, que sem pensar duas vezes, o levou para casa. Ainda na infância, Carlos chegou a ter cinco cãezinhos dividindo a casa com a família.

De onde vem este amor pelos animais? Sempre existiu. Virava e mexia, a mãe o questionava: “Mais um? Não acredito”. Anos mais tarde, já adulto, Carlos chegou a resgatar 20 animais, 16 deles abrigados no pátio da própria casa.

“Quando eu vim para Blumenau (SC) comecei a fazer os resgates e tive mais cachorros. Hoje, na minha casa, tenho oito. Dos oito, sete são meus e não tenho mais coragem de doar, já estão há bastante tempo comigo”, conta ao dizer que com simples atitudes é possível transformar realidades.

As despesas com os animais resgatados — comida e remédios — saem sempre do bolso dele. Com a experiência adquirida, observando a rua, ele começou a identificar animais doentes, visivelmente precisando de ajuda e a recolhê-los. Aliás, assim como ele, há diversos protetores independentes que se unem para ajudar cães abandonados. Seja com ração, lar temporário, vacinação ou custo veterinário. Unidos e silenciosos fazem o bem.

Para dar um lar permanente aos animais, Carlos costuma divulgar nas redes sociais fotos em busca de famílias adotivas. E confessa ter obtido sucesso nesta tarefa, que considera sua missão de vida.

“Posto nas redes sociais e reposto. O Facebook hoje é uma importante ferramenta de divulgação. A gente usa bastante e dá certo. Claro, tem feirinha também, mas eu tenho conseguido fazer isso via redes sociais”, comenta.

O que motiva Carlos a continuar esta ação voluntária é a recompensa que tem a cada adoção. Já são mais de 100 animais resgatados por ele:

“Hoje eu faço um trabalho de marketing pela causa muito grande, até para poder contaminar outras pessoas a ajudarem. O que acontece é que percebemos uma felicidade muito grande nas famílias para as quais os animais são doados. E também o animal, que fica em uma situação totalmente diferente, em casa, com aconchego, comida, água e carinho. No semblante dele já percebemos que ele está sendo bem cuidado. Ele se torna o bebezinho da família”, ressalta.

Sonho? Sim, Carlos tem muitos. Mas o principal é que um dia as pessoas deixem de abandonar os animais. “Seria maravilhoso”, imagina o carioca enquanto é rodeado por animais resgatados.

Fonte: O Sol Diário


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