Bairro em Itapetininga (SP) registra novos casos de animais mortos por veneno


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Foto: Reprodução G1

O Bairro Jardim Itália, em Itapetininga (SP), registrou novos casos de animais mortos por envenenamento, segundo informou a Polícia Civil nesta terça-feira (27). No último sábado (24) três moradores denunciaram a morte de um gato e dois cães. Em agosto, a TV TEM e o G1 mostraram que a população do bairro estava preocupada após quatro animais serem mortos.

De acordo com a polícia, um dos moradores informou que a morte do gato por envenenamento aconteceu no dia 14 de setembro. As três denúncias foram registradas e serão investigadas. Ninguém foi detido pelos casos até o momento.

Foto: Reprodução G1
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Atenção
Os envenenamentos são feitos, geralmente, com produtos feitos para matar ratos, afirma a veterinária Andressa Quintino Ferreira. Esses venenos podem ser facilmente encontrados em mercados ao lado de inseticidas. Por isso, de acordo com Andressa, quem tem animal de doméstico em casa precisa ficar atento ao comportamento.

“O gato pode ficar mais agitado e miando. Já o cachorro pode ficar mais quieto e alterar o comportamento deles. Ele pode ter vômito e tem alguns animais, como o gato, que podem ficar cegos. O tutor nem nota que ele está cego, mas ele começa a andar meio com medo, ‘abaixadinho’. O principal é a mudança de comportamento e o vômito”, explica.

Caso o tutor constate que o animal está envenenado, a orientação é levar a um veterinário e não dar água ou leite. “Até seis horas que o animal foi intoxicado ainda tem uma grande chance de conseguir reverter, mas também depende da quantidade de veneno que ele ingeriu”, diz Andressa.

Envenenar animais é crime. Em casos de envenenamento um boletim de ocorrência deve ser registrado na Polícia Civil e, se possível, o tutor deve apresentar o laudo com a causa da morte do animal.

Relatos de moradores
A professora Glória Miriam Máximo é uma das vítimas que perderam o animal por envenenamento. Em entrevista à TV TEM no mês de agosto, ela contou que os seus dois cachorros viviam com ela há 14 anos e morreram com os mesmos sintomas e em um curto período de tempo. Para a docente, alguém jogou veneno pelo muro da casa. “Descrevendo a forma como aconteceu, a veterinária afirmou que não foi um caso normal, mas foi envenenamento”, diz.

Moradora do mesmo bairro, a autônoma Elaine Maria Gomes Pontes Ferreira também foi ouvida. Segundo ela, também perdeu o cão Kaká por envenenamento. Quando ele escapou para a rua. “Meia hora depois o cachorro voltou com a boca espumando, desesperado e com cólica. É muita crueldade. Ele estava bom e de repente morreu. É uma tristeza até hoje”, revela.

Foto: Reprodução G1
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Fonte: G1


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