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Após 40 anos preso em quarto escuro, elefante conhece a liberdade

22 de setembro de 2016
4 min. de leitura
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Por Ana Luiza Yoneda / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos dos Animais

Facebook/Wildlife SOS
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O nome Suraj significa “sol” em hindu, apesar disso, por décadas, ele só conheceu a escuridão.

O elefante de 45 anos viveu em um templo em Maharashtra, onde era negligenciado. Ele passava a maior parte do seu tempo confinado em um pequeno quarto de pedra, com correntes com espinhos enroscada em volta de suas quatro patas.

Facebook/Wildlife SOS
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“Quando ficamos sabendo da situação, sabíamos que precisávamos fazer o que fosse necessário para salvá-lo, e mostrá-lo a bondade e o cuidado que ele nunca conheceu”, disse Geeta Seshamani, co-fundadora da Wildlife SOS, em um pronunciamento.

Facebook/Elephant Asia Rescue and Survival Foundation
Facebook/Elephant Asia Rescue and Survival Foundation

O time da Wildlife SOS imediatamente iniciou o processo de resgate para tirar Suraj da escuridão. Mas não foi fácil. Apesar de obterem uma permissão oficial para resgatar o animal, o time teve que enfrentar 10 horas de negociações e resistência de uma grande máfia insistente em manter o animal aprisionado.

Facebook/Wildlife SOS
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Mas finalmente Suraj foi guiado até uma ambulância para elefantes e levado embora. Policiais e oficiais do departamento florestal o acompanharam. Após ser examinado com mais atenção pelos veterinários da Wildlife SOS, foi possível entender o quão maltratado ele era.

Facebook/Wildlife SOS
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“Nossos veterinários o examinaram e descobriram que o pobre Suraj tem marcas de sofrimento em todo o seu corpo”, escreveu a organização em uma postagem em seu blog. “Ele possui ferimentos de bullhook (bastão de ferro com um gancho, utilizado para controlar o animal) em sua cabeça, infestações de carrapato e piolho, unhas quebradas e doloridas, os cascos das patas apodrecidos, olhos infeccionados, e também um machucado grave na ponta de sua calda”.

Facebook/COPAL
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Talvez a descoberta mais perturbadora foi que Suraj havia perdido toda a sua orelha esquerda. Mesmo sem nenhuma explicação dada pelo templo, Wildlife SOS acredita que sua orelha esquerda foi arrancada quando ele foi caçado da selva quando ainda era um bebê há mais de 4 décadas atrás. A história de Suraj é apenas uma de muitas.

Facebook/Wildlife SOS
Facebook/Wildlife SOS

“Infelizmente, apesar desses animais serem adorados em templos pelo país afora, eles são domesticados em condições deploráveis pela falta de conhecimento das suas complexas necessidades físicas, psicológicas e sociais” disse Kartick Satyanarayan, outro co-fundador da Wildlife SOS, em um pronunciamento. “Dentro das condições dos elefantes de templo, a situação de Suraj violava diversas leis e diretrizes na índia”, acrescentou.

Após o seu resgate, Suraj fez uma viagem de quatro dias até o centro de cuidados e preservação de elefantes da organização.

Facebook/Wildlife SOS
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…onde ele foi bem recebido com cana de açúcar e bananas — um jeito doce de começar uma vida nova.

Facebook/Arte for Elephants
Facebook/Arte for Elephants

Hoje, ele curte banhos de lama, tomar longos banhos de sol e longos passeios nos campos — sempre com um sorriso no rosto. Ele ficou conhecido como “o belo tusker” da Wildlife SOS (Tusker é uma marca de cervejas queniana que possui o desenho de um elefante em seu logo). Agora ele passa os seus dias sendo paparicado com petiscos e carinho de seus cuidadores.

Wildlife SOS
Wildlife SOS

Parece que ele finalmente deixou para trás seus dias de tristeza como um elefante de templo, e aceitou a liberdade que deveria ser sua desde o início.

Facebook/Wildlife SOS
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“Esperamos que seu resgate traga alguma luz para a situação dos elefantes de templo na Índia. É hora de tratarmos a herança animal na Índia com mais respeito e dignidade”, afirma Satyanarayan.

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