ONG de Macau procura destino para galgos explorados


Reprodução Internet
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A ANIMA quer ficar encarregue de encontrar um destino para os galgos após o fecho do Canídromo. A associação está preocupada e teme que os animais sejam exportados para destinos onde vão ser vítimas de maus-tratos e apela ao Governo que tome medidas.

O presidente da ANIMA, Albano Martins, vai estar em Milão entre os dias 24 e 25 deste mês para tentar encontrar um lar para os galgos que estão atualmente a correr no Canídromo. A ANIMA está preocupada com o tratamento atual dos animais e afirmou que quer que o Governo lhe confie a missão de encontrar um destino para os animais.

“Se o Governo não definir o que vai acontecer com os galgos, eles vão todos acabar por morrer até ao final da concessão. Como a concessionária já não pode importar mais animais, estes vão ser utilizados até à exaustão”, disse ontem Albano Martins. “O Governo tem de dizer que o canil do Canídromo e os galgos são entregues à ANIMA por dois anos, ou um ou mesmo por seis meses, que nós não fugimos da responsabilidade de arranjar um destino para os galgos. Queremos salvar estes animais”, explicou.

Segundo Albano Martins, Itália é um dos países que mais galgos recebe vindos da Irlanda, quando estes já não estão aptos para participarem em corridas. Nesse sentido, a deslocação assume especial importância até porque “Macau não têm capacidade para absorver todos os galgos”, explicou.

Além das condições em que os animais são mantidos e o facto dos animais poderem vir a ser utilizados até ao fim da concessão, a ANIMA está muito preocupada com o facto de que a concessionária – a Companhia de Corridas de Galgos Macau (Yat Yuen) – possa vender os galgos para mercados conhecidos por maltratarem este tipo de animais: “Pedimos que não se autorize a saída de qualquer maneira dos galgos de Macau porque é a imagem do território que vai ser machucada. Se o Canídromo começar a enviar os galgos para a China, Vietname, Índia ou Paquistão, que são as zonas mais problemáticas na Ásia, isto torna-se uma caso em que é pior a emenda do que o soneto”, defende o presidente da associação.

Sobre o encerramento do Canídromo, a ANIMA diz-se preparada para contratar os trabalhadores que se dedicam ao tratamento dos animais e diz que o problema do desemprego relacionado com o encerramento da pista é uma “falsa questão”: “A ANIMA pode absorver todos os tratadores de animais do Canídromo. O resto dos trabalhadores estão todos relacionados com o setor do jogo, por isso a SJM que os absorva. Eles vão construir o Lisboa Palace que vai ficar pronto ainda antes do fim das corridas e precisam de trabalhadores. Neste campo só há problemas se a concessionária do Canídromo quiser”, sublinhou.

A deputada e quarta mulher de Stanley Ho, Angela Leong, é a principal administradora da Companhia de Corridas de Galgos de Macau, assumindo também o controlo da Sociedade de Jogos de Macau, na qual é Directora Executiva.

O presidente da ANIMA contou também que estas propostas já foram todas enviadas, por escrito, ao Governo, que tem de tomar uma decisão sobre o assunto.

A deslocação da ANIMA a Itália deve-se a um convite para participar numa conferência, organizada pela associação italiana Pet Levrieri, para debater o estado do combate contra as corridas de galgos. Nesse sentido, a associação de Macau foi convidada para partilhar a experiência de Macau e a contribuição para o encerramento do Canídromo.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Ponto Final Macau


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