Campanha para levar touro Pelado a Santuário ganha força


Por João Rodrigues Filho / Redação ANDA

O que parecia irremediável – a morte do touro Pelado no torneio do Toro de la Peña, que substituiu pela primeira vez em mais de 500 anos o sangrento Toro de la Vega – parece ter ganho contornos de esperança.

Após a realização do “festejo” na manhã de ontem (13) em Tordesillas, imagens do animal sendo sedado para que em seguida fosse levado a um matadouro davam como certo o triste fim do touro.

Narrativa do PACMA (Partido Animalista espanhol) descrevia até mesmo que mugidos foram ouvidos após a sedação, seguido da presença de um guindaste para transporte do que seria o corpo do animal.

Contudo, informações não confirmadas de que Pelado ainda estaria vivo viralizaram na internet e encheram de expectativa animalistas do mundo todo.

Uma petição pedindo a liberação do animal para um Santuário foi criada pela Asociación de Veterinarios Abolicionistas de la Tauromaquia y el Maltrato Animal (AVATMA) e até o momento da edição desta matéria já contava com 35 mil assinaturas. É possível apoiar clicando aqui.

Na manhã desta quarta-feira, imagens divulgadas pela emissora espanhola Telecinco e que seriam de Pelado vivo junto a outros animais em um curral, após despertar da sedação.

(Telecinco)
(Telecinco)

O ativista Jon Amad, do Santuário El Hogar Provegan, que esteve em Tordesillas, gravou um vídeo em que fala da real possibilidade de salvar definitivamente a vida do touro.

Diz Amad que a demora no abate pode ter se dado em virtude da intenção de utilizar Pelado em outro “evento”, ou mesmo por conta do tempo necessário à intenção do eliminação do sedativo, de modo a viabilizar o consumo da carne do animal.

O Regulamento de Espectáculos Taurinos Populares de Castilla y León – o mesmo que passou a proibir ferimento e morte de animais na presença do público – determina que os animais devem ser mortos em instalações apropriadas, sem a presença de público, no máximo até o primeiro dia útil após o encerramento “festejo” ou do “ciclo de festejos”.

O descumprimento da norma é considerada uma infração grave.

As sanções previstas são equivalentes às aplicadas em caso de realização de “espetáculos” não permitidos e vão até a suspensão dos participantes e responsáveis, e multa de 60,00 a 24.000,00 euros. Obviamente, a morte do animal durante um evento “irregular” poderia trazer também implicações de ordem criminal.

Um novo “encierro”, prova similar à de ontem, está prevista para amanhã (15), às 9 da manhã, horário local (4h em Brasília).


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