Autoridades apreendem centenas de partes de animais ameaçados


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: TRAFFIC
Foto: TRAFFIC

Autoridades da Malásia apreenderam centenas de partes corporais de espécies ameaçadas e prenderam 12 traficantes.

Em cinco operações feitas em agosto, o Departamento de Vida Selvagem e Parque Nacionais da Malásia (Perhilitan) confiscou centenas de peças de marfim, escamas de pangolim, duas peles de tigre, ossos de um felino, dentes e garras de urso e tigre, 45 bicos de calau e uma carcaça de ave.

De acordo com a TRAFFIC, as apreensões foram realizadas em cinco localidades próximas à capital do país, Kuala Lumpur. Dois malásios, dois chineses e oito vietnamitas foram presos. Autoridades reportaram que alguns deles nem ao menos possuíam documentos legais para estarem em outro país.

“O sucesso dessa operação é resultado de meses de vigilância e cooperação internacional, junto com a Comissão de Justiça da Vida Selvagem. O departamento está comprometido em erradicar esse crime e incentivar a denúncia de tráfico,” afirma o diretor do Perhilitan, Abdul Kadir Hashim.

A apreensão do marfim de elefante foi particularmente significativa para a Malásia, já que o país se tornou um ponto de encontro do tráfico. Um dos presos nessa operação já havia sido pego tentando contrabandear marfim no aeroporto de Kuala Lumpur em 2013.

A quantidade de partes corporais de aves calau é alarmante. Contrabando dessa magnitude nunca havia sido registrado na Malásia. A demanda por marfim vindo de aves calau na China fez com que a espécie ficasse praticamente extinta. Os bicos dessas aves não contêm marfim, então, o motivo para que eles também estejam sendo contrabandeados ainda é desconhecido.

“Incentivamos as autoridades estrangeiras a manterem uma lista negra para traficantes de vida selvagem em todas as fronteiras,” diz Kanitha Krishnasamy, da TRAFFIC.

A providência das partes dos animais ainda é desconhecida e está sendo analisada em laboratórios de teste de DNA.

A Comissão de Justiça da Vida Selvagem (WJC) é uma ONG independente que investiga redes criminais globais de tráfico de animais e plantas.


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