EUA autoriza assassinato de lobos em vias de extinção


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/AP
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O destino da população de lobos-vermelhos que ainda resta no mundo será decidido em breve.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA planeja anunciar neste mês se irá manter, modificar ou abandonar um esforço de 30 anos para devolver os lobos à natureza no leste da Carolina do Norte.

Ativistas denunciaram que o órgão está negligenciando seu dever e pediram a um juiz federal para intervir. Por isto, será uma audiência está programada para o dia 14 de setembro para impedir maneiras prejudiciais ou assassinatos na remoção de lobos de terras privadas.

Segundo eles, um pedido de liminar é necessário para deter o declínio da população que possui apenas entre 45 e 60 animais selvagens, sendo que há uma década este número era de 130 lobos.

“Nossa esperança é que o órgão se comprometa com a população e o programa como um todo. Esta liminar é realmente apenas para parar o sangramento. A ideia é ter certeza de que ainda temos uma população de lobos vermelhos para recuperar no momento em que chegarmos ao final deste litígio”, declarou Sierra Weaver, advogada do Southern Environmental Law Center.

Segundo o Daily Mail, o lobo vermelho foi considerado extinto na natureza a partir de 1980 por causa de fatores que incluem a caça e a perda de habitat.

Mas nos últimos anos, alguns moradores da Carolina do Norte se queixaram de que os lobos estão cada vez mais próximos a terras privadas e causando problemas.

Tom MacKenzie, um porta-voz do Serviço de Pesca e Vida Selvagem, disse que as autoridades federais iriam tomar uma decisão sobre o destino dos lobos neste mês, mas ele não informou uma data exata.

Defensores dos animais pediram uma intervenção de emergência e argumentaram que o governo autorizou duas vezes os proprietários de terras a assassinarem os lobos.

Uma das autorizações foi concedida em 2014 para um proprietário de terras que tentou métodos de remoção não letais depois de reclamar dos lobos de acordo com documentos judiciais.

Os advogados do órgão federal alegaram em uma ação judicial que as duas autorizações de assassinato foram as únicas emitidas e acrescentaram que “o Serviço trabalhou durante anos com os latifundiários para remover os lobos pacificamente de sua propriedade até que se tornou claro que não havia possibilidade de captação bem sucedida”.

Nota da Redação: Este é mais um caso que evidencia a crueldade imposta a animais inocentes. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem agido de maneira irresponsável e sem qualquer consideração pelas vidas dos lobos. Ao argumentar que os assassinatos foram necessários, o órgão age de forma desumana e mostra como está despreparado para proteger os animais. Não foram “apenas” dois assassinatos, mas sim vidas encerradas pela interferência humana na natureza.


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