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Estudo comprova que pesticidas são responsáveis por 30% da morte de abelhas

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Chris Strickland
Foto: Chris Strickland

Os pesticidas usados em plantações de colza, cujas brilhantes flores amarelas tornaram-se uma visão cada vez mais comum em todo o campo britânico, estão prejudicando as populações nativas de abelhas selvagens, apontam os cientistas.

Segundo o The Guardian, os animais que se alimentam das flores tiveram suas populações diminuídas em 30%, de acordo com um amplo estudo feito por pesquisadores do Centro de Ecologia e Hidrologia, publicado na revista Nature.

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As plantações devem ser elevadas para maximizar os lucros de agricultores e, para isso, há uma alta utilização de pesticidas. No caso da colza, são usados muitos pesticidas  neonicotinoides que estão sob escrutínio da União Europeia, pois provocam a morte de abelhas.

Os cientistas atribuíram o declínio de 30% nas espécies mais sensíveis examinadas ao uso de neonicotinoides, embora alguns dos outros declínios notados nas 62 espécies de abelhas abrangidas pela pesquisa, que analisou dados coletados entre os anos 1994 e 2011, também pudessem ser resultados de fatores distintos como as mudanças climáticas.

Os neonicotinoides foram responsáveis por uma redução de 10% na distribuição de espécies de abelhas que se alimentam de colza.
Entre as espécies de abelhas silvestres mais afetadas estão a Bombus terrestris, a abelha Osmia spinulosa e a  Lasioglossum fulvicorne.

Os pesquisadores enfatizaram que os compostos ativos dos neonicotinoides não são apenas aplicados à superfície, mas também nos tecidos das plantas, o que significa que as abelhas podem ingerir os produtos químicos por meio do néctar e pólen das flores.
Os resultados analisam dados de 17 anos e representam uma das peças mais abrangentes e conclusivas em meio a preocupações recentes crescentes sobre os efeitos de neonicotinoides e outros pesticidas sobre polinizadores.

Foto: Frank Rumpenhorst
Foto: Frank Rumpenhorst

Ambientalistas elogiaram a investigação e pediram restrições rigorosas sobre o uso destes pesticidas para conter o declínio das abelhas.

Em 2013, a União Europeia emitiu uma proibição temporária de determinados pesticidas neonicotinoides  que foi contestada pela União Nacional de Agricultores do Reino Unido(NFU) e revogada parcialmente em 2015 especificamente para permitir a pulverização de colzas.

O futuro desta prática tem sido debatido no Reino Unido e a NFU apelou para os agricultores serem autorizados a utilizar neonicotinoides novamente.

Matt Shardlow, executivo-chefe da organização Buglife enfatizou que os pesticidas também afetam gravemente os ecossistemas de água doce.

“Se o governo realmente quer proteger as abelhas da Grã-Bretanha, ele deve proibir os pesticidas neonicotinoides”, acrescentou Paul de Zylva, ativista do grupo Friends of the Earth.

O estudo será considerado na avaliação da União Europeia sobre o bem-estar das abelhas e a utilização destes pesticidas. A Autoridade Europeia para Segurança Alimentar apresentará um relatório no início de 2017 mostrando quais ações devem ser tomadas para proteger os polinizadores e os consumidores.

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