Funcionários da Colônia Juliano Moreira ajudam cães carentes em Jacarepaguá (RJ)


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Divulgação

Nos últimos anos, a população da Colônia Juliano Moreira, instituição criada em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, sofreu um boom, com a chegada de moradias sociais e o crescimento das comunidades do entorno. Outra população também aumentou, por motivo menos nobre: o abandono. Cães, e em menor escala gatos, vivem em situação de rua e terrenos baldios da área. Mobilizados, moradores e funcionários ajudam distribuindo ração e pensam em realizar uma campanha de conscientização.

A quantidade de espaço vazio na área, e o seu isolamento, são facilitadores para a região ser vista como ponto de abandono. A jovem Ingrid Ramos, que começou a trabalhar no Museu Bispo do Rosário este ano, logo notou a situação e resolveu agir.

“Os moradores dizem que o problema é antigo. Outro dia apareceu um gato muito ferido e doente, abandonado numa caixa de mudança. Tentamos contato com a Fazenda Modelo e a Suípa, mas infelizmente foi em vão”, afirma Ingrid, que compra ração para os cachorros.

“Estamos pensando em fazer uma campanha de conscientização. É preciso lembrar que abandono de animais é crime. Sabemos que muita gente que abandona está em dificuldade financeira, mas é possível pedir ajuda”.

Abandonados, os cães rapidamente se juntam e costumam andar em grupos. Dóceis e carentes, podem se tornar agressivos ao longo do tempo. Esta semana um dos grupos foi recolhido por um veículo, segundo a funcionária do museu.

“Normalmente são bonzinhos. Quando filhotes é mais fácil conseguir adoção; depois, não. O problema é que ficam soltos e, se falta comida, podem ficar agressivos. Às vezes as pessoas se assustam”, diz.

Mesmo não sendo novidade, a situação foi agravada com as mudanças na colônia, diz Elias de Jorge, outro funcionário do museu. Ele diz que, em alguns casos, os tutores dos cães são os próprios moradores da colônia.

“Com as moradias sociais, famílias novas chegaram e começaram a viver em casas menores, optando por abandonar os animais. E há moradores antigos que tiveram as residências demolidas, então os cachorros ficaram sem casa”, explica Jorge, que chama a atenção para o excesso de lixo no chão da colônia, onde muitas vezes os cães procuram comida.

Fonte: O Globo


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