Suplementos de ômega 3 podem matar inúmeras espécies marinhas da Antártica


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Shutterstock
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Suplementos feitos com óleo de ômega são alguns dos mais populares, encontrados em farmácias e lojas de peodutos naturais em todo o mundo. Cheios de ômega 3 e ômega 6, esses óleos, que antes eram vistos como gorduras que deveriam ser evitadas, ajudam no funcionamento do sistema nervoso e cardiovascular.

Apesar de existirem muitas fontes vegetais, o principal tipo que encontramos nas prateleiras é o derivado de óleo de peixe, com um milhão de toneladas sendo produzidas anualmente, de animais como a sardinha, bacalhau e, agora, o krill. Nos últimos cinco anos, o consumo de krill aumentou de 100.000 toneladas para milhões de toneladas por ano, por conta de uma nova tecnologia que permite capturar o krill do Oceano Antártico em índices exorbitantes.

O krill é um pequenino crustáceo, semelhante ao camarão e está dentro do grupo dos plânctons. O papel dessa espécie no ecossistema do Oceano Antártico é primordial. Ele é uma peça chave na base da cadeia alimentar, e inúmeras espécies da Antártica dependem, direta ou indiretamente, dessa espécie. Os mamíferos e pássaros da Antártica se alimentam de krill, assim como baleias, focas, albatrozes e pinguins segundo o One Green Planet. A pesca coloca todos eles em risco. É uma pergunta muito séria que você precisa fazer a si mesmo antes de comprar suplementos de ômega 3: “Vale a pena arriscar a vida dos pinguins? Das baleias? De todos esses animais? ”

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Os animais da Antártica já estão muito vulneráveis às mudanças climáticas, com as temperaturas subindo 2.5 graus nos últimos 50 anos e o nível do mar aumentando gradativamente. Acrescentar a preocupação com a base da cadeia alimentar desse ecossistema é algo inconcebível.

O Sea Sheperd está protestando contra a pesca do krill, pedindo por uma extensão das reservas feitas nas águas da Antártica para proteger esse ecossistema vulnerável. Atualmente, a pesca nessa área é regulada pela Comissão de Conservação da Vida Marinha Antártica (CCAMLR). Os 25 países membros dessa comissão vêm tentando estabelecer áreas de proteção no Oceano Antártico, mas muitas decisões são vetadas por membros que possuem operações de pesca significativas. Em 2014, a Rússia e China vetaram quatro tentativas de proteger as águas da Antártica de pescarias. Esta autoregulamentação não está funcionando.


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