Comunidade de lobos mais estudada no mundo é dizimada pela caça


Por Bárbara Krauss / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

A alcateia já fazia parte do cenário para os visitantes do parque Denali, no Alaska (Ania Tuzel/Getty Images/Flickr RF)
A alcateia já fazia parte do cenário para os visitantes do parque Denali, no Alaska (Ania Tuzel/Getty Images/Flickr RF)

A alcateia mais estudada do mundo pode ter sido apagada do mapa. Autoridades da vida selvagem estão temerosas em relação a crescente batalha entre autoridades federais e estaduais do Alaska a respeito da caça de ursos e lobos.

Encontrada próxima a Denali, no parque East Fork onde se localiza a montanha mais alta da América do Norte, a alcateia foi estudada pela primeira vez na década de 30 e resultou na primeira pesquisa detalhada sobre o comportamento e a ecologia relacionados aos lobos. Mas os anos de caça, armadilhas e perturbação do habitat desses animais reduziu sua população a uma fêmea, um macho e dois filhotes no começo do ano.

Brigder Borg, bióloga do National Park Service, disse que o corpo do lobo macho foi visto em um acampamento de caça e que depois disso não houve sinais da fêmea ou dos filhotes.

“Nós investigamos o antro deles depois,” Borg disse ao Alaska Public Media ” haviam evidências claras de que o local não estava sendo utilizado, como a vegetação que crescia desde a entrada até dentro do local.”

Três, dos quatros membros da matilha, que receberam colares rastreadores, foram mortos por caçadores no ano passado. O provável falecimento desses lobos pode aumentar as criticas à intensiva caça dos grandes predadores alasquianos.

Na sexta-feira, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos determinou que caçadores não terão permissão para exercer ‘controle populacional’ nos vastos refúgios do Alasca a não ser em circunstâncias excepcionais. No Alasca, os refúgios nacionais de vida selvagem se expandem por mais de 73 milhões de acres, incluindo o Arctic National Wildlife Refuge, a maior base de proteção em terra dos Estados Unidos totalizando 20 milhões de acres.

O movimento proíbe praticas controversas, tais como: caçar filhotes de ursos ou de suas mães, utilizar armadilhas para ursos e alvejar lobos e coiotes durante as temporadas de acasalamento, que acontecem no verão e na primavera. Atirar em ursos de aviões ou helicópteros também terá restrições. Porém, a caça para a subsistência de comunidades indígenas ainda será permitida, informa o The Guardian.

O Alasca reforçou suas políticas em relação à caça de predadores após a eleição do senador republicano Frank Murkowski, eleito para o cargo de governador em 2002.

Seus sucessores, incluindo Sarah Palin, apoiaram a política de ‘administração intensa’ que desloca ursos e lobos com o objetivo de encorajar o aumento do número de alces e renas para os caçadores. Essa postura resultou em um número significante de ursos e lobos mortos após sair do parque nacional.

Por outro lado, o estado entrou em confronto com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem, que não decidiu reprimir a caça em território federal. Dan Ashe, diretor do Serviço, disse que ‘pessoas com interesses especiais’ estão trabalhando para enfraquecer a proteção das espécies e paisagens.

“Terras públicas ‘não são fazendas de caça gerenciadas por uma fatia do mercado, um número pequeno de pessoas que se autodenominam caçadores, em beneficio próprio'”, disse Ashe. “E muito menos locais onde podemos ou devemos permitir práticas autorizadas segundo a iniciativa de uma administração do Alasca”, finalizou.


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