Mais de 70 cabras experimentam a liberdade após anos de abusos


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Farm
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Em janeiro de 2015, o estado norte-americano de Connecticut resgatou 74 cabras da Fazenda Butterfield, após 53 cabras serem descobertas mortas na propriedade.

Como a indústria de laticínios depende da gravidez dos animais, muitas das cabras sobreviventes estavam grávidas no momento do resgate e, mais tarde, 23 filhotes nasceram, segundo o One Green Planet.

Os animais eram explorados por um casal, Tara Bryson e Michael Hearl, recentemente condenados por crueldade contra os animais.

A condenação é uma ocorrência rara em casos que envolvem animais de fazendas e há pouquíssimas leis em vigor para proteger os animais que são vistos como alimentos. Por isso, esta é uma vitória extremamente importante.

Hearl, o ex-gerente da fazenda onde as cabras eram abusadas, foi condenado a três anos de prisão. Geralmente, estes casos apenas terminam em pequenas multas ou na proibição de tutela de animais por um ano ou um pouco mais.

Reprodução/Farm
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Bryson, coproprietária da fazenda, foi condenada a dois anos de prisão e três anos de condicional.

Em março, ela se declarou culpada de 10 acusações de crueldade contra animais.

Muitas vezes, vemos as fazendas de cabra e outras instalações de pequena produção animal serem consideradas pelos consumidores como uma alternativa “humana” em relação às péssimas condições de fazendas ou fábricas maiores.

Muitas dessas instalações usam uma publicidade enganosa para ludibriar as pessoas que acreditam que estão fazendo escolhas melhores, mas isso é ilusório.

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Em um sistema onde os animais são vistos e tratados como mercadorias, o problema é muito maior do que uma exploração agrícola ou mesmo centenas de fazendas. É um problema sistêmico.

Felizmente, as cabras resgatadas podem agora se recuperar de seu passado traumático graças ao Santuário Farm.

A cabra Phoebe é um dos animais resgatados. Ela chegou ao local muito magra e com um abcesso grande em seu peito, que levou quase seis meses para vir à superfície e poder ser tratado.

O abscesso se foi, mas Phoebe ficará sempre com a cicatriz do abuso.

O caso de Phoebe e de seus companheiros evidenciam como as pequenas escolhas que fazemos diariamente podem ter um grande efeito sobre os direitos animais.

Por isso, é fundamental adotar um estilo de vida sem produtos de origem animal e não apoiar empresas que praticam estes abusos.


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