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Mais de 4 milhões de animais sofrem em experimentos na Grã-Bretanha

Por Marcela Couto (da Redação)

Foto: Reprodução/IBT
Foto: Reprodução/IBT

A Grã-Bretanha é oficialmente um dos piores países da Europa no ranking cruel dos testes em animais. De acordo com as estatísticas anuais divulgadas pelo governo, 4,14 milhões de animais foram explorados em 2015, índice comparável apenas à França e Alemanha.

O número surpreendente é um retrocesso, especialmente no cenário atual em que novas tecnologias como o Chip Humano ganham força para substituir o método cruel e ineficaz da vivissecção em pesquisas científicas.

Apesar das evidências de que as experiências em animais falham sistematicamente, os cientistas na Grã-Bretanha continuam a privar animais de água e comida, envenená-los com doses de substâncias químicas tóxicas cada vez maiores até que morram e prendê-los com parafusos fixados no crânio, entre outras formas hediondas de tortura e abuso.

Pior ainda do que o fato de que estes testes são ineficazes é que, durante décadas, as experiências em animais têm atrapalhado o progresso da medicina. Por exemplo, de acordo com Steven R. Kaufman e Neal D. Barnard, presidente do Physicians Committee for Responsible Medicine e co-presidente da Medical Research Modernization Committee, os testes em animais atrasaram nossa compreensão da transmissão da poliomielite, doenças cardíacas e diabetes.

Foto: Reprodução/IBT
Foto: Reprodução/IBT

Richard Klausner, ex-chefe do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, também admitiu que “A história da pesquisa do câncer tem sido uma história de cura do câncer em ratos, sem qualquer sucesso na aplicação aos seres humanos.”

Hoje em dia, os métodos éticos que substituem os testes em animais incluem a tecnologia dos chips que reproduzem órgãos e tecidos e simuladores de ponta, muito mais acessíveis e responsáveis.

Quase 80% dos britânicos quer o fim da exploração dos animais em pesquisas, segundo o International Business Times. O problema, no momento, é a falta de vontade política do governo e da comunidade científica locais para abolir de vez os testes. É absurdo que, de £ 300 milhões em financiamento do governo do Reino Unido, apenas 1% seja destinado ao desenvolvimento de tecnologias que substituem a exploração animal.

Impressiona que a Grã-Bretanha continue tão retrógrada em contraste com outras nações como os Países Baixos, que aprovaram no início do ano uma moção parlamentar para eliminar totalmente a exploração de primatas em pesquisas até 2025.

Como a Grã-Bretanha se prepara para deixar a União Europeia, ativistas acreditam que será a grande oportunidade para mudar o cenário e tornar o país e líder mundial em pesquisa e inovação, abolindo a utilização arcaica de animais. Mas, ao mesmo tempo em que representa uma chance de mudança, também há o perigo de que a separação da União Europeia enfraqueça a legislação pelos direitos animais.

Qualquer que seja o cenário, os ativistas deverão intensificar a luta contra a exploração animal em pesquisas, pois não é aceitável que milhões de animais ainda sofram em um país de primeiro mundo com tantos métodos muito mais éticos, compassivas e eficientes disponíveis.

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