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Arturo, último urso polar da Argentina, morre após anos de exploração em zoo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução/Los Andes
Foto: Reprodução/Los Andes

Arturo, o último urso polar em cativeiro na Argentina, morreu domingo no Zoológico de Mendoza após uma vida de exploração.

Ele tinha 31 anos e seu falecimento ganhou as manchetes da mídia nacional e internacional. Sua história de vida foi marcada pelo conflito entre os ativistas pelos direitos animais que tentavam salvá-lo e os exploradores que o mantiveram confinado até seus últimos dias.

Conforme comunicado oficial, o urso já havia entrado em um estado delicado de saúde. “Ele apresentou um quadro clínico terminal devido à sua idade avançada e, apesar dos esforços da equipe veterinária, o processo se tornou irreversível e a falência múltipla de órgãos foi inevitável. Na sexta-feira, a equipe de veterinários e autoridades ambientais acompanharam as últimas hora do animal, cuja morte foi tranquila. “, relatou o governo.

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Arturo apresentava  perda de apetite, diminuição expressiva do seu peso e perda de visão e olfato.

Com a morte emblemática, o zoo está mais uma vez no alvo dos defensores dos direitos animais, que lutam incansavelmente pelo fim da exploração animal em nome do entretenimento.

Como pano de fundo do adeus à Arturo, está a luta pela aprovação  do projeto que poderá transformar o zoo em um Ecoparque e libertar seus animais.

Arturo viveu 23 anos encerrado na prisão de Mendoza, após ser trazido dos EUA. Ele ficou famoso na região e todos já o conheciam pelo nome.

Em 2012, um outro urso polar que vivia no zoo de Buenos Aires morreu devido a uma onda de calor, o que aumentou ainda mais a pressão para libertar Arturo em um santuário do Canadá. Na época, Arturo ficou conhecido como “o urso mais triste do mundo”, por ter sido condenado a um destino miserável em um zoológico, longe de seu habitat e do clima necessário ao seu bem-estar.

Infelizmente, a libertação de Arturo veio apenas com seu falecimento, tendo vivido todos esses anos encarcerado sem ter cometido nenhum crime.

Nota da Redação: A batalha pela libertação de Arturo se arrastou por anos, mantendo o animal sempre na mídia, mas o mesmo público que o aclama muitas vezes é o mesmo que paga um ingresso do zoo para financiar sua exploração e a de tantos outros animais. Nem mesmo a crueldade de expor um urso polar a um clima quente foi suficiente para conseguir o resgate do animal a tempo. A morte de Arturo é mais um símbolo da  luta contra os zoológicos, e sua memória será lembrada até que todos os animais sejam livres.

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Se tivesse sido autorizada a ida dele pro Santuário anos atrás ele teria tido um final de vida digna e feliz…..

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