Fotógrafa dedica a vida a fazer imagens adoráveis de preguiças órfãs


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/SamTrull
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Elas podem parecer sorridentes, mas as preguiças estão em apuros. As seis espécies que vivem na América Central e na América do Sul estão ameaçadas de extinção ou suas populações tem declinado rapidamente por causa da invasão humana em seu habitat.

A fotógrafa e primatóloga Sam Trull passou alguns anos documentando esses moradores de árvores carismáticos, informa o National Geographic.

“Eu me mudei para a Costa Rica para trabalhar com primatas. Então eu conheci uma preguiça e o resto é história”, diz ela.

Reprodução/SamTrull
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Em um refúgio para animais administrado pelo grupo norte-americano sem fins lucrativos  Kids Saving the Rainforest, Trull ajudou a cuidar de muitas preguiças bebês órfãs ou abandonadas, a maioria dos quais foi libertada na natureza.

Ao longo do caminho, ela documentou seu trabalho por meio de fotografias que aparecem em seu primeiro livro, “Slothlove”.

“Simplesmente me apaixonei pelas preguiças. Eu agia como uma mãe substituta e muitas vezes eu tinha minha câmera bem perto de mim e comecei a tirar fotos delas. Eu vim para amar esses animais e respeitá-los e queria tentar salvá-los”, conta ela em entrevista à National Geographic.

Trull explica que sua maior motivação para publicar o livro era educar as pessoas sobre as preguiças, pois ainda circulam muitas informações erradas sobre os animais.

“As pessoas acham que elas são apenas bonitinhas e fofinhas e nunca ficam estressadas. Então, tiram selfies com elas e não têm ideia de que as preguiças ficam angustiadas”.

Reprodução/SamTrull
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Um dos casos que mais chamou a atenção da fotógrafa foi o de Monster, uma preguiça-de-três- dedos que tinha apenas duas semanas quando passou a morar no refúgio.

A pequena preguiça estava histérica. Ela foi encontrada perto de uma estrada e não parava de chorar por sua mãe.

“Na primeira noite, eu realmente não sabia o que poderia fazer para acalmá-la. Basicamente, eu não consegui dormir naquela noite”, diz Trull.

Agora, Monster tem dois anos e foi liberada na natureza, onde está se saindo muito bem. Ela é extremamente adorável e nunca esteve tão feliz, de acordo com Trull.

Reprodução/SamTrull
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Como todas as preguiças que moraram no refúgio, ela tem sido acompanhada por meio de um colar de rádio VHF que a equipe do local usa para se averiguar o comportamento e adaptação dos animais na natureza.

Em 2014, Trull foi uma das fundadoras do Instituto de Preguiças de Costa Rica que tem crescido bastante desde então.

“Nosso objetivo principal é ajudar a reintroduzir as preguiças de volta à natureza, o que é um processo muito longo. Também começamos uma pesquisa comportamental sobre preguiças em estado selvagem, basicamente recolhendo todas as informações que pudermos para evitar que elas sejam tão impactadas negativamente por seres humanos”, completa.


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