Marinha dos EUA é proibida de utilizar sonares que prejudicam animais marinhos


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/WorldAnimalNews
Reprodução/WorldAnimalNews

Em uma conquista fantástica para espécies marinhas, um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos proibiu o uso de sonares pela Marinha do país, alegando que os aparelhos podem prejudicar golfinhos, baleias e outras espécies que vivem nos oceanos.

A decisão reverteu uma aprovação anteriormente concedida em 2012 do uso de sonares com baixa frequência para treinamento, testes e operações de rotina pela Marinha, reportou o World Animal News.

O sonar é uma técnica que utiliza a propagação do som (normalmente debaixo da água, como em navegações submarinas) para navegar, transmitir, ou detectar objetos sobre ou sob a superfície da água, tais como outros navios.

O emblemático e educacional documentário “Sonic Sea”, que foi ao ar no início deste ano no canal Discovery Channel, pode ter influenciado a decisão do tribunal de proibir o uso de sonares pela Marinha.

O documentário de 60 minutos expõe o impacto gerado pelos ruídos de atividades industriais e militares nos oceanos e que prejudicam as baleias e outras espécies marinhas.

Além disso, a filme conta a história de um ex-oficial da Marinha dos Estados Unidos que mudou a maneira como compreendemos o nosso impacto sobre os oceanos.

As regras adotadas em 2012 pelo Serviço Nacional de Pesca Marinha de permitir o uso de sonares prejudicaram cerca de 30 baleias, além de várias focas e leões marinhos.

A Marinha foi obrigada a encerrar ou atrasar o uso de sonares se um mamífero marinho fosse detectado perto de um navio. Sonares altos também foram proibidos perto da costa e em certas águas protegidas.

O Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, que levou grupos ambientais entraram com uma ação em San Francisco em 2012, argumentou que a aprovação violou a Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos.

O tribunal de apelação declarou: “Temos todas as razões para acreditar que a Marinha tem sido consciente em seus planos de seguir as orientações e limitar a perturbação e o dano desnecessários aos mamíferos marinhos, embora eles não tenham oferecido a proteção adequada em vários oceanos do mundo sinalizados pelos seus próprios especialistas como biologicamente importantes”.


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