Biólogos criam sistema para rastrear animais pela Estação Espacial Internacional


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/DigitalTrends
Reprodução/DigitalTrends

Os biólogos da vida selvagem têm uma nova ferramenta para monitorar os animais que é literalmente de outro mundo.

Um grupo de pesquisadores do Instituto Max Planck de Ornitologia está usando a Estação Espacial Internacional para rastrear milhares de animais migratórios em tempo real, relata o Digital Trends.

“Será a melhor rede para detectar vida no planeta”, disse o pesquisador Martin Wiselski para o The Atlantic.

Os biólogos passaram décadas no desenvolvimento de tecnologia para rastrear animais e compreender seu comportamento, mas as ferramentas atuais são limitadas.

Por exemplo, os receptores de rádio de curto alcance são leves e confortáveis para usar com animais menores, mas exigem que pesquisadores sigam o animal com cuidado.

Alguns desses pequenos receptores sequer transmitem dados, o que significa que os pesquisadores têm que capturar os animais para recuperar os dados.

Na outra extremidade desse panorama, estão as etiquetas de longa distância que podem se comunicar com satélites em órbita. Eles podem ser monitorados remotamente, mas são lentos para enviar dados de controle e possuem um custo elevado.

Para solucionar estas duas questões, Wiselski desenvolveu um sistema de rastreamento global sediado no espaço chamado ICARUS (Cooperação Internacional para Pesquisa Animal Usando Espaço).

A ideia foi concebida enquanto Wiselski estava falando com o conhecido astrônomo George Swenson sobre monitoramento da vida selvagem durante uma viagem para o Canal do Panamá.

“Eu disse que devia haver uma maneira de receber estes pequenos transmissores de todo o mundo”, disse Wiselski.

“George afirmou que isso é o que fazemos o tempo todo: construímos telescópios para olhar para fontes de rádio de pequeno porte. Nós olhamos para o céu e é preciso olhar para o solo”, completou.

Wiselski e Swenson foram para a NASA e apresentaram a ideia inovadora de utilizar a Estação Espacial Internacional como um observatório global de animais.

Inicialmente, a proposta não foi bem recebida pela agência espacial, porém isso não impediu Wiselski, que recebeu 20 milhões de euros como um financiamento do Centro Aeroespacial Alemão e da Sociedade Max Planck.

Sob a liderança de Wiselski, a equipe construiu pequenas etiquetas de rádio capazes de se comunicar com um receptor instalado na Estação Espacial Internacional.

Cada etiqueta de cinco gramas inclui um painel solar, GPS e sensores para medir parâmetros ambientais, tais como temperatura, pressão, intensidade da luz entre outros.

Ao contrário de registradores de dados de tamanho similar que armazenam informações, os chips de Wiselski podem transmitir dados para o ISS e até mesmo serem reprogramados a partir do espaço.

O projeto ICARUS deve iniciar no próximo ano quando o receptor da equipe será instalado na Estação Espacial Internacional.
Mais de 40 equipes de pesquisa irão adotar o projeto e planejam usar a tecnologia para rastrear animais, como morcegos, pássaros e tartarugas marinhas.

Os dados recolhidos a partir desses rastreadores serão compartilhados publicamente no site da MoveBank, um portal gratuito para informações de pesquisas de rastreamento animal.


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