Gesto de amor

Preconceitos criam barreiras para a adoção de animais

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20/06/2016 às 13:00
Por Redação

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No abrigo, Patruska carrega a serelepe Esperança

No abrigo, Patruska carrega a serelepe Esperança

Esperança é uma cadelinha carinhosa, brincalhona e cheia de energia. Dócil, deixa até mesmo desconhecidos acariciarem seus brilhantes pelos negros. Tantas qualidades, no entanto, não foram suficientes para que a simpática cachorrinha encontrasse um novo lar. É que Esperança já não é mais um filhote. E isso diminui bastante as chances dela ser adotada.

“A maioria das pessoas interessadas em adotar um animal doméstico tem preferência por filhotes. As pessoas costumam achar que os cães adultos têm mais dificuldade de aprendizado, mas são os filhotes que precisam passar pela fase de adaptação no ambiente, exigem mais cuidados”, explicou Urânia Almeida, presidente voluntária da Associação Brasileira Protetora dos Animais (ABPA-BA).

A idade dos animais não é o único elemento alvo de discriminação por parte de quem procura um novo amigo. Existe preconceito, não só por serem sem raça definida. Há também pessoas que não querem adotar animais pretos, como no caso dos gatos, que ainda sofrem pelo mito de serem azarentos.

Em alguns casos, quando conseguem adoção, são levados para serem mortos em rituais religiosos”, revelou Urânia. Ela ressalta que a adoção colabora para que o abrigo que é mantido pela ABPA possa receber outros animais abandonados, que chegam todos os dias.

Amor

Para a ativista Patruska Barreto, a adoção de animais, além de ser um gesto de amor, revela desprendimento. “Quando você adota, não pensa em status, na raça que está na moda. Você adota pensando em ter um companheiro e, ao mesmo tempo, fazendo sua parte social, ajudando animais que foram vitimas de crueldades ou os livrando de serem as próximas vitimas”, disse.

A bióloga marinha Doroth Alvez, 31, adotou a cadela Bambi no abrigo mantido pela ABPA, em Paripe. Doroth disse que precisava de uma companheira para o cachorro Thor.

“Me perguntaram se eu tinha alguma restrição por ela ser deficiente visual. Não importava como ela fosse, cuidaria e amaria da mesma maneira. Sempre gostei de cachorros, não pago valor algum por nenhum deles, sempre optei pela adoção”, disse a bióloga.

Já a fisiculturista Mariana Rios contou que adotar o pequeno Bilico (um cãozinho de 2 meses) a ajudou a superar a morte de sua cadela, de 14 anos. “A casa ficou muito triste e vazia. Como amo animais, pensei em comprar outro cachorro, mas refleti que adotar seria muito melhor, porque o beneficio seria recíproco”, relatou.

Mariana adotou Bilico numa feira organizada pela ativista Patruska. “Nem consultei meus pais, que também estavam abatidos pela perda. Mas foi uma surpresa muito agradável para eles”, concluiu.

Para os interessados em adotar a amável Esperança (a cachorrinha lá do início da matéria), basta enviar o pedido para o e-mail [email protected]

Fonte: A Tarde

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