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Denúncia revela experimentos cruéis contra animais no exército israelense

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Eyal Tueg
Reprodução/Eyal Tueg

“Pegamos sete porcos e os colocamos dentro de um dos trailers. Eu detonei os explosivos. O que aconteceu depois me provoca pesadelos. Embora estivéssemos muito longe da explosão, podíamos ouvir imediatamente os gritos horríveis vindos do interior do trailer. Quando abrimos a porta, os porcos estavam deitados, chorando e gritando”.

Este trecho perturbador faz parte de uma descrição de um experimento que as Forças de Defesa de Israel realizaram para descobrir o que aconteceria depois de uma explosão, publicado no portal Haaretz em março do ano 2000.

Dezesseis anos depois, em 26 de maio deste ano, o Canal 2 relatou que outros experimentos têm sido realizados em animais pelos militares do país.

Segundo a reportagem, somente em 2015, mais de 600 animais, incluindo ratos, porcos e ovelhas foram cruelmente torturados. Uma semana após a veiculação da denúncia, a Sociedade Israelense para a Abolição da Vivissecção realizou uma manifestação em frente ao Ministério da Defesa, em Tel Aviv, exigindo que as informações sobre experimentos em animais sejam divulgadas.

Como o exército tem consistentemente se recusado a fornecer informações, não se sabe se experimentos semelhantes ao descrito acima têm sido realizados. Porém, como o exército investiga os efeitos de armas sobre os seres vivos, pode-se supor que sofrimento e a morte ainda são um subproduto inevitável desses experimentos.

Não há dúvidas de que o Instituto Israelita de Pesquisa Biológica em Nes Tziona torturou vários animais em ocasiões semelhantes que, de acordo com relatórios anteriores, incluíram exposição a venenos, gases e calor extremo.

Os condutores desses experimentos em animais utilizam a justificativa de que eles são realizados em nome dos avanços da investigação científica, o que pouparia vidas humanas.

Entretanto, qualquer um que está preparado para sacrificar animais, que também são seres vivos conscientes, deve assumir que esse argumento desconsidera quaisquer implicações éticas.

Sempre que alguém caminhou pelos corredores dos laboratórios mais respeitados do mundo, tornou-se evidente que, em face da disparidade entre o “avanço da ciência” e a tentação de exercer um poder irrestrito sobre criaturas consideradas inferiores, milhões de animais perderam suas vidas.

Cada um dos porcos mutilados em pedaços pelo exército possuía uma vida com propósitos únicos. Na indústria de alimentos, por exemplo, há casos de porcos que conseguiram abrir suas gaiolas com as suas línguas e tentaram ajudar a libertar seus companheiros.

“Do ponto de vista científico, o valor dessa alma é insignificante quando se trata de extinguir a vida de milhões de animais em experimentos de laboratório todos os dias”, diz Ornat Rinat em artigo para o Haaretz.

Um porco pode saber como sair de uma gaiola, mas ele não sabe como criar uma bomba, transportada com a utilização de feixes de laser, orientada por satélite e capaz de explodir uma janela a uma distância de dezenas de quilômetros.

Diante disso, Rinat faz outros questionamentos: Como é possível que um exército possa fazer tudo isso e não tenha encontrado uma alternativa à mutilação de porcos em pedaços? E o que mais está sendo feito contra os animais? Quantos estão sendo torturados neste exato momento em nome da ignorância humana?

1 COMENTÁRIO

  1. ALGUNS SERES HUMANOS PERDERAM TOTALMENTE A NOÇÃO DO AMOR, DA COMPAIXÃO. FICO PENSANDO ONDE VAMOS PARAR COM TANTA DESIGUALDADE SOCIAL E COM TANTA MALDADE CONTRA NOSSOS ANIMAIS. MAIS INDIGNAÇÃO ME CAUSA QUANDO POSTAM AS ATROCIDADES COMETIDAS SE FAZENDO PASSAR COMO TROFÉU NUM ATO INSANO DE COVARDIA TOTAL. O SER HUMANO EVOLUI TECNOLOGICAMENTE MAS RETROCEDE NA PARTE ESPIRITUAL.

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