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Circos que exploram animais e ONGS defensoras da vida selvagem travam “guerra” na Índia

Resgate. Batalha judicial. Perda financeira. Recomeço. Os circos que exploram animais e as ONGs defensoras da vida selvagem estão travando uma verdadeira guerra na Índia - mas quem sofre são...

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28/06/2016 às 17:00
Por Redação

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/IndianExpress

Reprodução/IndianExpress

Resgate. Batalha judicial. Perda financeira. Recomeço. Os circos que exploram animais e as ONGs defensoras da vida selvagem estão travando uma verdadeira guerra na Índia – mas quem sofre são os animais, que chegam a ser resgatados e depois obrigados a voltar para uma vida de sofrimento nos circos.

No último mês, o circo Jamuna, sediado em Punjab, ganhou um caso no Supremo Tribunal de Hyderabad.

O tribunal ordenou que a ONG “Pessoas pelos Animais” (PFA) devolvesse os 22 animais resgatados do circo no dia primeiro de março, diz o Indian Express.

Circos em todo o país têm sido observados pelo Conselho de Bem-Estar Animal da Índia (AWBI) e por ONGs dos direitos animais durante os últimos anos.

Enquanto há violações da lei por alguns circos, muitos alegam que são perseguidos pelas ONGs sob o argumento de “crueldade animal”.

Os animais selvagens resgatados de circos do país foram reabilitados nos centros de resgate estabelecidos pela Autoridade Central de Zoológicos (CZA).

Segundo o site da CZA, no Centro de Resgate Bannerghatta, em entre 2003 e 2004, havia 100 leões híbridos, mas apenas 26 desses animais entre 2014 e 2015.

Já no Centro de Resgate Nahargadh, existiam 32 leões híbridos entre 2006 e 2007, porém 15 entre 2012 e 2013.

Entre os anos de 1995 e 2015, 13 tigres de bengala morreram no zoológico Arignar Anna e, entre 1995 e 2007, seis leões híbridos foram relatados mortos no zoológico Indira Gandhi.

Há pelo menos 53 circos no país, dos quais 32 são registrados pelo AWBI. Alguns dos circos foram proibidos depois que violaram a Lei PCA 1960.

Riyazuddin Khan, que administra cinco circos em cidades diferentes, é um dos exploradores que luta para continuar torturando animais em seus espetáculos.

“Com esse tratamento que recebemos, não acredito que o circo como uma arte e uma profissão irá durar mais do que cinco anos. Muitos já fecharam “, diz Khan, desconsiderando que a verdadeira arte circense nada tem a ver com a exploração animal.

“Após a proibição de animais selvagens em circos em 1998, trabalhei incansavelmente no resgate desses animais durante vários anos. ”, disse Naresh Kadyan, chairman da ONG Pessoas pelos Animais.

Segundo ele, ainda há ONGs que usam os animais para arrecadar dinheiro em benefício próprio sob o argumento de resgatar ursos ou elefantes, por exemplo, e que deveriam ficar longe dos circos e deixar que ativistas sérios continuem a luta até que nenhum animal seja explorado no picadeiro.