Suspeito de matar cão a chute no RS é proibido de se aproximar de tutoras


Arquivo Pessoal/Isabel Maciel
Arquivo Pessoal/Isabel Maciel

A Justiça decidiu proibir a aproximação do homem investigado por chutar um cachorro que acabou morrendo em Porto Alegre das tutoras do animal. A decisão atende a uma medida cautelar do Ministério Público, assinada pelo promotor de Defesa do Meio Ambiente Alexandre Saltz.

A agressão ao animal aconteceu no dia 28 de abril. Segundo a tutora Isabel Cristina Maciel Luz, ela andava com o cão da raça yorkshire, chamado Theo, preso à guia, quando ele urinou na calçada em frente a um prédio. O homem, que teria ficado incomodado, xingou a moradora e chutou o cão, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital veterinário.

O Ministério Público diz que, após a agressão, o homem passou a proferir diversas ofensas à tutora do cachorro e a sua filha, ameaçando-as de chutá-las, assim como tinha feito com o animal, e de “dar um tiro” nelas.

Devido à conduta social e a personalidade do homem – além do crime cometido –, o promotor descartou a possibilidade da suspensão condicional do processo. O benefício vale para crimes com pena mínima de até um ano, quando o acusado não for reincidente em crime doloso e não esteja sendo processado por outro crime.

O MP reforça que o homem “possui temperamento e conduta social predispostos à prática de crimes”. Conforme Saltz, “sua personalidade, pelo visto, é conflituosa e irascível. Os motivos do crime são de somenos, tanto que geraram intenso clamor social”.

Uma audiência de instrução do processo está marcada para 11 de agosto, no Foro Central de Porto Alegre. O promotor de Justiça disse ainda que o MP também deve ingressar com uma ação civil pública contra o homem por reparação pelos danos morais cometidos por ele.

No último dia 1º de maio, foi realizado na região um protesto que pediu justiça pela morte do cão. Cerca de 200 pessoas participam. Parte dos manifestantes colocou dejetos na porta do prédio onde mora o suspeito, onde colaram cartazes com os dizeres “assassino covarde”.

Um dia depois, o vereador Rodrigo Maroni disse ter sido agredido por um grupo de 15 pessoas – entre elas, o próprio suspeito de dar o chute que resultou na morte do cachorro. O vereador registrou ocorrência na polícia sobre o caso.

Fonte: G1


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