A morte da onça Juma reaviva a polêmica do uso de animais em cerimônias


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Divulgação

Juma, a onça que participou de uma cerimônia com a tocha olímpica em Manaus, foi morta com um tiro de pistola no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) logo após ser exibida no evento, onde, acorrentada, foi apresentada ao público.

O Exército brasileiro mantém várias onças em cativeiro na Amazônia. Os felinos e outros animais costumam ser adotados pelo órgão ao serem encontrados em cativeiro ou em poder de caçadores. Após o evento, Juma, estressada, escapou quando tentavam colocá-la em uma caminhonete, e não pôde ser controlada. Mesmo após ser atingida por tranquilizantes, ela avançou sobre um soldado e recebeu um disparo de pistola por medida de segurança.

A morte desta onça, semanas depois do caso de Harambe, o gorila morto em um zoológico nos estados Unidos, traz à pauta mais uma vez a discussão sobre quais são os limites do que nós, humanos, podemos fazer com animais em cativeiro. É correto e seguro utilizar onças em cerimônias e espetáculos?

João Paulo Castro, biólogo com mestrado em comportamento animal pela Universidade de Brasília, disse à BBC Brasil que é um erro tratar onças como animais domesticáveis, já que são necessárias várias gerações em cativeiro para que uma espécie se acostume a conviver com humanos. Ele observa que onças apreendidas devem ser devolvidas à natureza ou levadas a refúgios, onde possam ficar soltas nos amplos espaços que estes animais exigem.

Um veterinário que já trabalhou com o Exército e que pediu para não ser identificado disse que os militares são muito cuidadosos com os animais e que o que impede que estes animais sejam devolvidos à natureza é a burocracia necessária para fazê-lo. E também afirma ainda que muitas das onças resgatadas são resgatadas ainda filhotes, tornando-se dependentes dos cuidadores e dificultando sua soltura.

Fonte: Papo de Primata


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