Ativistas pelos direitos animais falam sobre investigações secretas


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Care2
Reprodução/Care2

Equipados com câmeras escondidas e uma sede de justiça, ativistas pelos direitos animais realizam investigações sigilosas e se infiltram em fazendas industriais, circos, zoológicos, laboratórios e em outros lugares conhecidos por maus tratos.

Os investigadores reúnem as evidências necessárias para mostrar ao mundo e às autoridades o que realmente ocorre por trás de portas fechadas. É difícil assistir às filmagens e a mídia raramente as mostra devido ao conteúdo chocante, diz o Care2, que conversou com três ativistas envolvidos com esse tipo de trabalho.

T.J. Tumasse trabalha como gerente de investigações para o Fundo de Defesa Legal Animal e conta que se envolveu nessas investigações pouco depois de conhecer a obra “Libertação Animal”, de Peter Singer.

“Antes de terminar dois capítulos, decidi que me tornaria vegano e lutaria pelos animais. Enviei um e-mail à PETA e disse que era um ex-jogador de futebol americano ‘muito intimidante’ e, em seguida, eles me informaram sobre a possibilidade de ser um investigador”.

Em seu primeiro dia de investigação na Quanah Cattle Company, a ex-investigadora e pesquisadora de direitos animais Taylor Radig se deparou com um bezerro cego que estava tão doente que era incapaz de ficar em pé.

“Meu colega de trabalho me mostrou o bezerro, ele estava muito doente e, mesmo assim, foi chutado repetidamente. Precisei reunir todas as minhas forças para não gritar com ele naquele momento”.

Mike Wolf trabalhou como investigador durante quatro anos e gerencia as investigações do grupo “Compaixão Em vez de Morte” desde 2014. Para ele, uma das maiores crueldades com os animais é a exploração das fazendas leiteiras.

“A inseminação artificial é tão cruel e bárbara. Isso acontece com milhões de animais e as pessoas nas fazendas extremamente brutas. É algo que é considerado normal e as pessoas fazem piadas sobre isso, mas é horrível, é um estupro.”

Como amantes dos animais, cada um deles possui maneiras diferentes de enfrentar a brutalidade que testemunham durante seus trabalhos.

Wolf diz que é necessário encontrar alguma forma de extravasar. “Eu costumava me exercitar mesmo depois de trabalhar 12 horas por dia. Temos que ter em mente que essa é a única maneira de mostrar ao público o que acontece e lembrar que tentamos ajudar as gerações futuras”.

“Para continuar, você tem que se tornar uma versão diferente de si mesmo. Eu interpreto um personagem e o que me ajuda a permanecer ali é acreditar que qualquer ação que tomamos pelos animais é um fim em si mesma”, afirma Tumasse, que encontrou um refúgio na música.

“As investigações são sobre os animais que sofrem desnecessariamente nessas fazendas, e se eu tiver um colapso, especialmente no trabalho, eu não só me coloco em risco, como falho com todos eles”, completa Radig.


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