Raríssima raia negra é avistada no litoral de São Paulo durante mergulho


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Um grupo de pesquisadores avistou oito raias mantas (Manta birostris), na última terça-feira (31), próximo ao Parcel Dom Pedro II, entre Itanhaém e Mongaguá, no litoral de São Paulo. Entre os animais, havia uma raia totalmente negra o que, segundo os pesquisadores, é uma aparição extremamente rara. Segundo especialistas, essa é apenas a quarta vez que um animal desse tipo foi avisado no litoral de São Paulo. As imagens foram divulgadas nesta segunda-feira (6).

Os pesquisadores do projeto Mantas do Brasil mergulharam no local três vezes, sob o comando do educador ambiental Nauther Andres, e o apoio de voluntários e colaboradores. Eles avistaram oito raias mantas. Porém, as condições do mergulho e de visiblidade não eram as melhores. As raias estavam ariscas e, por isso, a aproximação dos mergulhadores não foi possível em alguns momentos.

Segundo Andres, foi possível identificar três raias. Todas eram fêmeas e com cerca de 4 metros de envergadura. Uma delas era uma raríssima manta totalmente negra chamadas de melanística. “Acreditamos que a população de raias negras seja menor. Nos últimos 10 anos, foram 136 registros de raias, sendo apenas três negras. Essa é a quarta. É uma aparição rara no Brasil. Em outros locais, na região do Equador e México, encontra-se com maior probabilidade”, disse Andres.

Outra raia identificada estava bem saudável. Já o terceiro animal estava com uma das nadadeiras decepada, o que indica um provável contato com materiais de pesca.

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Raias mantas
O trabalho dos pesquisadores, mergulhadores e voluntários do Projeto Mantas do Brasil acontece em razão do risco de extinção da raia manta. No Brasil, é crime ambiental pescar, embarcar ou comercializar a espécie desde 2013. O flagrante pode ocasionar a prisão do infrator.
A raia manta pode atingir 8 metros de envergadura e pesar 2 toneladas. Elas migram pelo litoral brasileiro a cada inverno. As raias são animais inofensivos aos humanos, por não possuírem ferrão, e, geram mais valor econômico estando vivos do que mortos.

Fonte: G1


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