Escândalo do Templo do Tigre expõe indústria sombria de tráfico de animais na Ásia


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Sakchai Lalit/AP
Reprodução/Sakchai Lalit/AP

Há pouco mais de uma semana, uma visita ao Templo do Tigre, na província de Kanchanaburi, na Tailândia, custava 11,5 libras. Turistas movidos pelo desejo de alimentar ou tirar selfies com os tigres visitavam o templo.

Agora, as portas do templo foram fechadas e os animais removidos do local provavelmente para sempre após inúmeras denúncias feitas por grupos de direitos animais sobre a crueldade e o tráfico de tigres que ocorriam no local, diz o The Guardian.

Os números são deprimentes. A população atual de tigres selvagens está estimada em cerca de 3.200, sendo que em 1900 esse número era de 100 mil.

Uma investigação feira pela Agência de Investigação Ambiental (EIA), Educação Ambiental e Conservação para a Vida da Austrália (Cee4life) e outros grupos, apoiados por investigações do Traffic, sugere que mais de cinco mil tigres são explorados na China, 1.450 na Tailândia, 180 no Vietnã e possivelmente 400 em Laos.

Além disso, há colecionadores particulares e zoológicos na maioria dos outros países asiáticos.

Debbie Banks, da EIA, trabalhou disfarçada em locais que mantêm tigres em cativeiro na China. Segundo ela, durante a última década, a indústria de criação de tigres – muitas vezes disfarçada sob um esforço pela conservação dos animais – tem se expandido rapidamente e gerado muitos lucros.

A existência das fazendas alimenta a demanda por produtos de luxo e medicamentos tradicionais chineses e coloca em risco os poucos tigres que ainda existem na natureza.

Embora um acordo internacional feito em 2007 estabeleça que os tigres não devam ser criados para o comércio e que fazendas de tigres deveriam ser extintas, o oposto aconteceu e o comércio de partes de corpos de tigres em cativeiro e a procura por tigres selvagens estão mais elevados do que nunca.

De acordo com o Traffic, entre 2000 e 2014, cerca de 1600 partes de corpos de tigres foram encontradas por autoridades asiáticas.
Existe uma forte suspeita de que autoridades corruptas e empresários poderosos estão por trás do comércio de bilhões de dólares de partes dos corpos dos animais.

“Nós não queremos que tigres sejam comercializados de forma alguma”, disse Colman O’Criodain, especialista em tráfico de vida selvagem do WWF.

“Fazendas de tigres não têm nenhuma relação com a preservação desses animais. Pelo contrário, tanto o comércio legal e ilegal de partes e produtos dessas instalações horríveis estimulam a demanda, o que impulsiona a caça e a extinção dos tigres selvagens “, completa.

Há cerca de 3,2 mil tigres em estado selvagem no mundo. Menos de 30 no Vietnã, 50 na China, 2,2 mil na Índia e cerca de 500 na Rússia.

Há mais de sete mil tigres sendo criados em cativeiro em 240 fazendas no sudeste da Ásia. A China possui cinco mil tigres em cativeiro, a Tailândia 1450, o Vietnã 180 e o Laos cerca de 400.


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