Templo do Tigre choca o mundo com tráfico e exploração cruel de animais selvagens


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/WFFT
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O Templo do Tigre, na Tailândia, tem causado mais indignação do que de costume nesta semana, com a operação das autoridades para tentar banir a cruel “atração turística”.

O templo já recebeu várias acusações de abuso e tráfico de animais, diz a BBC. Calcula-se que havia pelo menos 137 tigres no local.

O público visitava o templo principalmente para tirar selfies com os tigres explorados. Há muito tempo, os monges budistas que administram o local enfrentam acusações de maus-tratos de tigres, reprodução ilegal e tráfico de animais.

Ex-trabalhadores do templo alegam que os tigres são espancados, recebem uma alimentação inadequada, são mantidos em jaulas concretas de concreto apertadas e precisam de cuidados veterinários.

Reprodução/EPA
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No início deste ano, uma reportagem feita pela National Geographic afirmou que os monges têm gerenciado um negócio de criação com fins lucrativos.

Segundo o WFFT, há evidências que também sugerem o tráfico de animais selvagens.

Em dezembro de 2014, três tigres adultos machos desapareceram do templo. Os tigres tinham micro-chips, uma exigência legal para os animais ameaçados de extinção em cativeiro na Tailândia, que permitiam o rastreamento.

Posteriormente, o veterinário do templo Somchai Visasmongkolchai (que depois abandonou o cargo) disse que os microchips tinham sido retirados dos animais.

No dia quatro de março deste ano, o templo postou em sua página no Facebook que as acusações de venda de filhotes para o mercado negro eram falsas e acrescentou que alguns voluntários tinham “tirado conclusões precipitadas”.

Desde 2001, há uma batalha entre os grupos de proteção de animais selvagens e os monges.

O Departamento de Parques Nacionais (DNP) tentou em várias ocasiões resgatar os tigres, mas foi impedido de entrar no templo pelos monges.
Mais recentemente, o templo requereu uma licença que permitiria que os animais ficassem presos legalmente. A licença foi concedida provisoriamente, mas depois revogada.

Na última terça-feira (31), as autoridades obtiveram uma ordem judicial que lhes permitiu entrar no templo.

Nos dois primeiros dias da operação, foram resgatados 40 tigres foram resgatados e mais 97 tigres devem ser salvos dos abusos e do confinamento.

Agora, ONGs e autoridades têm alimentado os tigres que permanecem no templo, pois os monges se recusam a fazer isso, diz Tom Taylor, diretor-assistente da WFFT.

No dia primeiro de junho, 40 filhotes de tigre foram encontrados mortos no congelador do templo. As autoridades encontraram também outras partes de corpos dos tigres.

Os tigres resgatados serão transferidos para dois centros de reprodução governamentais na província de Ratchaburi.Eles não serão soltos na natureza pois têm poucas chances de sobrevivência.

“No momento, o nosso plano é fornecer cuidados aos animais selvagens porque eles não seriam capazes de sobreviver na natureza, disse Taylor.


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