Tailândia acusa 22 pessoas de tráfico de animais no Templo do Tigre


Autoridades suspeitam que tigres seriam alvo de tráfico (Foto: Reuters)
Autoridades suspeitam que tigres seriam alvo de tráfico (Foto: Reuters)

A polícia da Tailândia acusou 22 pessoas, inclusive três monges budistas, de tráfico de animais selvagens e retirou animais mortos, entre eles um urso e um leopardo, do Templo do Tigre, disseram autoridades nesta sexta-feira (3).

O templo na província de Kanchanaburi, situado a oeste da capital Bangcoc, é uma grande atração turística há mais de duas décadas, e os visitantes pagam o equivalente a US$ 17 de entrada para posar para fotos com os tigres.

Ativistas da vida selvagem acusam o templo de reproduzir os tigres, e alguns visitantes se queixaram em fóruns na Internet que os animais parecem sedados. O templo nega as acusações.

Quarenta filhotes de tigres e outros animais mortos foram encontrados congelados em um freezer do templo budista da Tailândia conhecido como Templo do Tigre, em Kanchanaburi. Autoridades fazem operação no local após polêmica por acusação de maus tratos (Foto: Reuters/Daily News)
Quarenta filhotes de tigres e outros animais mortos foram encontrados congelados em um freezer do templo budista da Tailândia conhecido como Templo do Tigre, em Kanchanaburi. Autoridades fazem operação no local após polêmica por acusação de maus tratos (Foto: Reuters/Daily News)

Adisorn Nuchdamrong, vice-diretor-geral do Departamento de Parques Nacionais, disse que 22 pessoas foram acusadas de guarda ilegal e tráfico de animais selvagens, incluindo 17 membros da fundação do templo e três monges que tentavam fugir com um caminhão repleto de peles de tigre.

Na quarta-feira, 40 carcaças de filhotes de tigre foram encontradas em um congelador.

Não está claro por que os filhotes mortos estavam sendo armazenados, mas ossos e partes dos corpos dos tigres são usados na medicina chinesa tradicional.

Fonte: G1


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