Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/James Estrin/The New York Times
Reprodução/James Estrin/The New York Times

Depois de muitas denúncias de maus-tratos de animais, o circo Ringling Brothers libertou e enviou os elefantes, neste mês, para uma vida de lazer na Flórida. Outro caso recente foi o anúncio do SeaWorld sobre o fim de seu programa de reprodução de orcas.

Em abril, o Walmart respondeu a preocupações sobre o bem-estar animal e disse que iria comercializar apenas ovos sem gaiolas. Várias decisões semelhantes têm ocorrido recentemente e mostram uma revolução humana, diz o The New York Times.

Na linha de frente delas, está Wayne Pacelle, presidente da Humane Society dos Estados Unidos. Ao intimidar as empresas a fazerem o seu melhor e cooperar com aqueles que o fazem, Pacelle descreve sua abordagem em seu novo livro “The Humane Economy”.

Ele mostra que essas mudanças corporativas têm um grande impacto e alega que o Walmart e o McDonalds fazem mais pelas condições de vida dos animais em um dia do que um abrigo de animais faz em uma década.

O assunto é extremamente polêmico. Para o colunista do New York Times, Nicholas Kristof, às vezes, a melhor maneira de organizações sem fins lucrativos conseguirem resultados em uma escala maior é por meio de parcerias com grandes empresas.

“Às vezes, os críticos enxergam isso como um compromisso moral; negociar com o mal em vez de derrotá-lo. Eu vejo isso como pragmatismo. Pacelle é vegano há 31 anos, mas coopera com empresas de fast-food para melhorar as condições dos animais criados para abastecer a indústria”, escreve o colunista.

Segundo Kristof, Pacelle lhe disse que “os animais que estão amontoados em gaiolas e caixas não podem esperar que o mundo se torne vegano,”.

O presidente da Humane Society também alegou que é preciso acabar com as péssimas condições dos animais agora e, uma vez que isso for resolvido, as pessoas podem discutir sobre uma alimentação sem animais.

A preocupação das empresas em relação à opinião pública também está mudando. No setor de comércio de animais domésticos, duas redes, a PetSmart e a Petco prosperaram sem aceitar as norma da indústria para venda de cães e gatos vindos de fábricas de filhotes e de outros criadores de massa.

Em vez disso, desde os anos 1990, as redes deixam um espaço disponível para grupos de resgate colocarem animais para adoção. A PetSmart e a Petco não ganham dinheiro com as adoções, mas a lealdade do cliente e já ajudaram 11 milhões de cães e gatos a encontrarem novos lares.

“A vida será melhor quando a satisfação e a necessidade humana não se sustentarem sobre o fundamento da crueldade animal. Não será preciso defender práticas indefensáveis”, escreve Pacelle em seu livro.

Nota da Redação: é verdade que os animais não podem esperar e qualquer medida que diminua o sofrimento é bem-vinda, mas é preciso tomar cuidado com medidas aparentemente benéficas que acabam causando o retrocesso dos direitos animais, como as certificações de “fazendas humanitárias” – que no fim das contas só escondem o massacre dos animais e impedem que a população se conscientize sobre o veganismo.