CONTEÚDO ANDA

Enfim livres: elefantes são explorados pela última vez no circo Ringling Bros.

Ontem foi um dia marcante para os elefantes confinados no famoso circo Ringling Bros.: eles foram explorados pela última vez. A apresentação foi o capítulo final de uma história de...

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02/05/2016 às 06:00
Por Redação

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: AP Photo/Alex Brandon

Foto: AP Photo/Alex Brandon

 

ATUALIZAÇÃO EM 02/05 ÀS 18H:
O famoso circo norte-americano Ringling Bros. and Barney & Bailey anunciou que libertaria os elefantes explorados, após uma última apresentação. Mas, na verdade, os animais só serão encaminhados ao Center for the Elephant Conservation dentro de três anos. Pior: o local não é um santuário, como se esperava, e sim um centro de reprodução forçada e treinamento tal qual o circo. Veja matéria completa.

Ontem foi um dia marcante para os elefantes confinados no famoso circo Ringling Bros.: eles foram explorados pela última vez. A apresentação foi o capítulo final de uma história de abusos que começou há dois séculos na América.

Seis elefantes foram obrigados a entreter o público em Providence, Rhode Island, e outros cinco em Wilkes Barre, Pensilvânia. O primeiro show foi transmitido online para o mundo todo.

Alana Feld, vice-presidente do circo, anunciou que os animais serão libertados no Centro de Conservação de Elefantes da Flórida.

Os elefantes tem sido explorados pelos circos americanos por mais de duzentos anos. No ínicio do século XIII, uma elefanta chamada “Old Bet” foi a primeira a ser capturada e obrigada a se apresentar no circo de Hackliah Bailey. O elefante “Jumbo” foi o próximo, capturado em 1882 para o “The Greatest Show on Earth”, segundo o Daily Mail.

De acordo com a Humane Society, mais de doze circos nos EUA ainda exploram elefantes, mas o Ringling Bros. sempre teve maior destaque.

Tal como no filme infantil “Dumbo”, os elefantes eram vestidos como pessoas e treinados para fazer truques: jogar baseball, andar de bicicleta, tocar instrumentos musicais e outras atividades totalmente anti-naturais e vexatórias.

O fim da exploração dos elefantes no Ringlig Bros significa uma mudança de paradigma na sociedade americana, que já enxerga os animais como seres sencientes e não criaturas disponíveis para o entretenimento humano. Seguindo a tendência, outras espécies também estão tendo seus direitos reconhecidos, como as orcas do SeaWorld, que não serão mais reproduzidas em cativeiro.

Foto: AP Photo/Chris O'Meara

Foto: AP Photo/Chris O’Meara

Mas, infelizmente, o Ringling Bros. continuará explorando outros animais. Cavalos, tigres, cães e cangurus ainda serão vítimas da tortura e maus-tratos em nome do “espetáculo” e precisam ser prioridade na luta pela libertação animal.

Na opinião de Ronald B. Tobias, autor do livro “Mastodontes: a História dos elefantes na América”, as pessoas estão mais interessadas em vê-los na natureza e vivendo segundo seus instintos, ao invés de se apresentando em circos como palhaços. “Chegamos a uma nova era da nossa compreensão e empatia sobre os elefantes,” declarou. Agora é preciso estender a empatia a todas as espécies.

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