STEVE JENKINS

Amor e respeito pelos animais

Foi durante o verão de 2012 que os canadenses Steve Jenkins e seu parceiro Derek Walter conheceram Esther, apresentada como uma mini-porca, e decidiram adotá-la.Na época, ela tinha menos de...

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28/05/2016 às 21:30
Por Redação

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Arquivo Pessoal

Foi durante o verão de 2012 que os canadenses Steve Jenkins e seu parceiro Derek Walter conheceram Esther, apresentada como uma mini-porca, e decidiram adotá-la.Na época, ela tinha menos de dois quilos, mas depois de dois anos Esther “cresceu e cresceu” e alcançou cerca de 270 quilos. Agora, Esther está perto de completar quatro anos e recentemente perdeu quase 23 quilos.

Derek e Steve decidiram permanecer com Esther de qualquer maneira e se tornaram veganos. Eles se apaixonaram por ela e tiveram que fazer várias mudanças para conseguir se adaptar ao seu tamanho e ao mesmo tempo deixá-la confortável.

Hoje, Esther possui vários fãs ao redor do mundo que a acompanham pelas redes sociais. Somente a página do Facebook “Esther The Wonder Pig”, criada em dezembro de 2013, possui mais de 700 mil seguidores. Há outras páginas relacionadas a Esther, como por exemplo a “Esther’s Kitchen”, que divulga receitas veganas, e a “ETWP: The Dark Side”, que mostra a exploração de animais criados pela agropecuária.

Atualmente, Steve e Derek se dedicam totalmente à causa animal, eles também possuem um santuário na região de Ontário com cerca de 40 animais e lançaram o livro “Esther, The Wonder Pig: changing the world at a time”, em 31 de maio, sobre sua história com a adorável Esther. Em entrevista à ANDA, Steve explicou mais sobre suas trajetórias.

ANDA: Nas páginas sobre Esther, vocês comentam que ela foi resgatada de uma fazenda. Vocês poderiam contar mais detalhes sobre a história de Esther antes de ser adotada?

Steve Jenkins  – Infelizmente, nós não sabemos nada sobre a vida dela antes da adoção. Fomos informados de que ela estava em um centro de reprodução e teria 32 quilos no máximo. Mas, quando fomos ao veterinário, ele notou seu pequeno rabo e disse que ela definitivamente estava sendo criada para a suinocultura industrial.

Baseado no que sabemos agora, Esther não tinha seis meses quando a conhecemos e como nos foi dito. Ela tinha seis semanas no máximo.

ANDA: Como vocês se adaptaram ao tamanho de Esther e quais foram as mudanças que tiveram que fazer na sua casa, por exemplo?

Steve Jenkins  – Tivemos que fazer uma série de mudanças, como colocar uma fita adesiva para manter nosso congelador fechado, colocar os alimentos em armários mais altos para que ela não alcançasse, colocar tapetes para que ela não escorregasse. Foi uma série de pequenos e constantes ajustes enquanto ela ficava maior e maior.

Inicialmente, começamos a treiná-la para usar uma caixa de areia, mas ela ficou tão grande que tivemos que parar e ensiná-la a ir lá fora como os cães. Estávamos às cegas, aprendendo conforme o tempo passava.

ANDA: Após conviverem com Esther, vocês se tornaram veganos. Gostaria de saber mais sobre como foi esse processo. Quando foi que vocês tomaram essa decisão e como era a vida de vocês antes dela?

Steve Jenkins  – Nós decidimos nos tornar veganos após algumas semanas com Esther. Não demorou muito tempo para fazermos a conexão entre ela e os cães que vivem conosco e sua personalidade contribuiu para isso.

Ao vermos como ela era brincalhona, curiosa e carinhosa, nos sentimos tocados. Se nós não podíamos comer os nossos cães, então como poderíamos comer um porco? Como ela era nossa motivação, foi um processo bastante fácil. Não posso dizer que isso aconteceu imediatamente, demos alguns passos para adotar o estilo de vida vegano, mas as medidas foram tomadas rapidamente.

ANDA: A página de Esther no Facebook tem uma repercussão bastante grande. Vocês imaginavam que isso iria ocorrer? Como vocês avaliam essa interação das pessoas?

Steve Jenkins  – Não tínhamos ideia de que isso iria acontecer. Começamos a página como uma maneira para de compartilhar fotos com amigos e familiares. Muitas pessoas sabiam sobre Esther, mas raramente postávamos fotos dela devido à preocupações com leis municipais. Ela era um animal doméstico ‘ilegal’ e nós não queríamos que ela fosse levada. Uma vez que a página começou, o número de pessoas aumentou rapidamente.

ANDA: Vocês acabaram de lançar um livro que fala sobre sua relação com Esther. Que tipo de informações as pessoas irão encontrar nele e como foi escrevê-lo?

Steve Jenkins  – O livro aborda desde a nossa história antes da chegada de Esther até como nossas vidas mudaram desde sua adoção. Ele é narrado a partir de nossa perspectiva, e é um relato muito honesto sobre os obstáculos e os triunfos que tivemos. Escrevê-lo foi um processo muito interessante, mas difícil.

Nós falamos sobre vários sentimentos muito pessoais e foi realmente emocional às vezes. Todo o processo levou quase dois anos, foi uma tonelada de trabalho, mas queríamos que fosse real e da melhor forma que poderíamos fazer isso. Nós realmente esperamos que as pessoas amem o livro.

ANDA: Vocês também tem um santuário com outros animais. Quando ele foi criado e quantos animais existem nele?

Steve Jenkins  – Começamos o santuário quando nos mudamos em novembro de 2014. Nós fizemos uma campanha de financiamento que arrecadou mais de 440 mil dólares canadenses em apenas 60 dias. Usamos esses fundos para comprar uma fazenda e abrir o santuário. Atualmente, temos cerca de 40 animais no santuário incluindo ovelhas, cabras, vacas, porcos, um cavalo, um burro, galinhas, coelhos e um pavão.

O santuário tem um programa de voluntários e nós anunciamos com antecedência as datas on-line, então as pessoas podem fazer a inscrição no site www.happilyeveresther.ca

ANDA: Já a página “The Dark Side” se dedica a fazer uma campanha para conscientizar as pessoas sobre os maus-tratos sofridos pelos animais. Podem falar mais sobre o funcionamento da página?

Steve Jenkins  – Sempre nos perguntam: “Por que vocês se importam tanto?” As pessoas sempre se questionam por que deixamos nossas vidas muito confortáveis e familiares por este turbilhão desconhecido e louco de criar e operar um santuário animal.

A página The Dark Side é um lugar que nos permite mostrar às pessoas o que realmente está acontecendo por trás das portas da pecuária industrial em grande escala.

Esther poderia ter feito parte dessa “máquina”, e quando percebemos o que isso poderia significar para ela, nossos corações ficaram despedaçados. Acreditamos que, se as pessoas soubessem sobre as miseráveis condições de vida dos animais que são vistos como “comida”, elas se sentiriam da mesma forma que nós.

ANDA: Vocês também divulgam receitas veganas com a expressão “Aprovada por Esther”. O que acham que falta para as pessoas abandonarem os produtos de origem animal e que mensagem gostariam de deixar para elas?

Steve Jenkins  – Esther nos ensinou que não precisamos consumir produtos de origem animal para termos vidas felizes e saudáveis. Sentimos que o termo ‘’vegano’’ poderia ser um pouco inapropriado para nós e encontramos na expressão “Aprovada por Esther” uma maneira de iniciar uma conversa sobre o assunto. As pessoas perguntavam “O que significa isso?” Ninguém nunca perguntou o que significava veganismo. E, portanto, era mais difícil abrir as portas para falar sobre esse assunto, sobre o porquê vivemos dessa forma. É acessível.

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