Morador de rua vende carroça para pagar veterinário e salvar cãozinho


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O cachorro é o “melhor amigo das pessoas”, mas o contrário também pode ser verdadeiro. É o caso de Emerson, um morador de rua que vendeu seu único ‘ganha pão’ para poder garantir um parto seguro a Julie, a cadelinha que o acompanha pelas ruas de São Paulo há cerca de um ano.

Ao perceber que Julie poderia ter dificuldades para parir sete filhotes, Emerson se desfez da carroça que usava para coletar material reciclável.

“Vendi pra dar um amparo melhor para o nascimento dos anjinhos dela, ter certeza que eles realmente não estão mal de saúde. A carroça valia 700 ‘cruzeiros’, vendi por 150”, conta.

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Agora, Emerson arrumou um carrinho de supermercado, com o qual circula com a trupe toda na região da Avenida Paulista, uma das mais movimentadas da cidade. Foi por ali que ele se encontrou com Julie pela primeira vez, depois que ela foi abandonada por um homem que estava em um carro parado em um semáforo.

O morador de rua vive nessa situação há 20 anos, desde que deixou a família no interior de São Paulo por motivos que ele prefere não comentar. Emerson diz que, depois do encontro com a cadelinha, aprendeu muita coisa.

“Era eu e Deus. Eu era meio ‘chucro’, mas agora sei o que é o amor. A Julie me ‘redisciplinou’ como ser humano”. Mesmo vivendo da doação das pessoas, ele se nega a vender os filhotes. A justificativa é muito simples. “Não se vende amigos, né?”.

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O que Emerson fez foi doar algumas das crias para quem lhe garantiu que eles seriam bem tratados. Algumas das pessoas que receberam os filhotes, inclusive, criaram um grupo para trocar notícias dos adotados.

O fotógrafo Edu Léporo conhece Emerson de longa data. Ele resume o sentimento que fez o morador de rua tomar uma decisão tão radical para ajudar Julie.

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“O animal é seu amigo eternamente, não te abandona. Você pode ser um carroceiro ou um milionário, ele está sempre ao seu lado”, relata. No passado, Edu fez um ensaio fotográfico com o antigo animal de estimação de Emerson, o pit bull Negão, que já morreu.

Sensibilizada com essa história, uma ONG resolveu dar uma nova carroça ao Emerson, que parece ter olhos somente para sua cadelinha.
“A Julie só quer ser lembrada, quer que eu lembre dela. É 24 horas a transparência do amor dela por mim”, finaliza.

Fonte: Sempre Cantei Errado


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